PIADA EM SALA DE AULA É COISA SÉRIA: O POTENCIAL DOS TEXTOS CHISTOSOS PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA

Autores

  • Rosani Muniz Marlow Universidade Federal do Espírito Santo Faculdade Europeia de Vitória

Resumo

Resumo: O artigo objetiva analisar o gênero discursivo piada, discorrendo sobre suas características sócio-discursivas e histórico-culturais e revelando seu potencial didático como instrumento de professores e professoras para o ensino da língua portuguesa. Para isso, a análise consulta documentos oficiais, como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e autores de estudos sobre gêneros discursivos e textos humorísticos, como: Bakhtin (1992), Mascuschi (2003), Koch (2003), Possenti (2001) e Lins (2014), além de evidenciar a discussão de que o ensino, inclusive da língua materna, deve preocupar-se com questões pedagógicas, como o interesse do alunado e a prática lúdica como forma de proporcionar ambientes favoráveis à aprendizagem significativa em sala de aula. Neste sentido, as piadas podem ser ferramentas para o ensino, dado o seu conteúdo irreverente e sua aceitação nos mais diversos públicos sociais. O corpus é composto de dez chistes de domínio público, com circulação oral ou na internet, e a análise apresenta possibilidades de se trabalhar com piadas sem a preocupação de direcioná-las para séries específicas da educação formal, mas especialmente com a intenção de que os docentes percebam o potencial das piadas para o ensino e levem a sério a sua inclusão na sala de aula.

Palavras-chave: Piada. Ensino. Sala de Aula. Língua Portuguesa.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Rosani Muniz Marlow, Universidade Federal do Espírito Santo Faculdade Europeia de Vitória

Mestranda em Estudos Linguísticos (PPGEL/UFES)

Downloads

Publicado

2017-09-10

Como Citar

MARLOW, R. M. PIADA EM SALA DE AULA É COISA SÉRIA: O POTENCIAL DOS TEXTOS CHISTOSOS PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA. PERcursos Linguísticos, [S. l.], v. 7, n. 15, p. 55–73, 2017. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/percursos/article/view/15597. Acesso em: 6 dez. 2021.