“QUANTO MAIS CEDO, MELHOR”?: IMPLICAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS PARA A EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA DE CRIANÇAS

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Resumo

Resumo: Apesar de já ter sido problematizado por diversos autores da área de Linguística Aplicada, os discursos que defendem que o aprendizado de uma língua estrangeira é mais vantajoso quando iniciado na infância parecem ter se cristalizado no imaginário da sociedade. Tais discursos são motivados por diversas agências que se interessam pela expansão do ensino de línguas estrangeiras (principalmente o inglês) para crianças. Neste artigo, considero as implicações epistemológicas para a educação linguística de crianças ao se assumir tal premissa. A partir das reflexões aqui tecidas, verifica-se que a adesão às teorizações relacionadas à hipótese do período crítico, justificativa geralmente escolhida pelas agências propulsoras do mercado de ensino de línguas estrangeiras para crianças, produz diversos sentidos do que é língua, cultura e dos motivos pelos quais se deve aprender línguas estrangeiras na infância.

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Biografia do Autor

Marianna Cardoso Reis Merlo, Universidade Federal do Espírito Santo

Professora de inglês

Graduada em Letras pela UFES

Mestre em Linguística pelo PPGEL/UFES

Doutoranda em Linguística pelo PPGEL/UFES

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Publicado

2019-12-24

Como Citar

REIS MERLO, M. C. “QUANTO MAIS CEDO, MELHOR”?: IMPLICAÇÕES EPISTEMOLÓGICAS PARA A EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA DE CRIANÇAS. PERcursos Linguísticos, [S. l.], v. 9, n. 23, p. p.78–88, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/percursos/article/view/27965. Acesso em: 28 nov. 2021.