ETHOS E MEMÓRIA DISCURSIVA NO DISCURSO POLÍTICO DE DILMA ROUSSEFF

Autores

  • Jarbas Vargas Nascimento UFES/PUC-São Paulo
  • Ana Regina Seno Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Resumo

Este artigo trata da relação entre ethos discursivo e memória discursiva examinada sob o enfoque da Análise do Discurso de linha francesa, nas abordagens de Maingueneau. Como objeto de análise, privilegia-se aqui o discurso político de Dilma Rousseff proferido durante cerimônia de sanção do projeto de Lei que cria a Comissão Nacional da Verdade, em 18.11.2011, a fim de investigar a influência da noção de memória discursiva na constituição do ethos discursivo de voz feminina. Da mesma forma que o interdiscurso, a memória discursiva estabelece ligações com as formações discursivas, trazendo os elementos de outros campos discursivos para a emergência do ethos do enunciador e sua caracterização. O estudo sintetiza as observações feitas a respeito do tom discursivo adotado pelo enunciador de voz feminina, entrelaçando as conexões entre passado-presente, por meio de pistas deixadas pela dêixis discursiva, para a constituição de imagem de si enquanto enunciador.

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Biografia do Autor

Jarbas Vargas Nascimento, UFES/PUC-São Paulo

Pós-doutor na área de Letras, pela UNESP - Campus Assis, Doutor em Letras (Semiótica e Linguística Geral) pela Universidade de São Paulo USP, professor titular do Departamento de Português e do Programa de Estudos Pós-Graduados em Língua Portuguesa da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Ana Regina Seno, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

Mestre em Estudos Linguísticos

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Publicado

2014-12-01

Como Citar

NASCIMENTO, J. V.; SENO, A. R. ETHOS E MEMÓRIA DISCURSIVA NO DISCURSO POLÍTICO DE DILMA ROUSSEFF. PERcursos Linguísticos, [S. l.], v. 4, n. 9, p. 43–63, 2014. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/percursos/article/view/8600. Acesso em: 8 dez. 2021.