Serviço Social e Movimentos Sociais: reflexões sobre experiências de extensão universitária
DOI:
https://doi.org/10.22422/2238-1856.2011v11n22p317-342Resumo
Este artigo baseia-se numa pesquisa introdutória que se propôs mapear e conhecer algumas experiências de estágio e extensão de um conjunto representativo de Cursos de Serviço Social de Universidades Públicas do país realizadas junto a movimentos sociais na atualidade. A pergunta pela relação da profissão com os movimentos e organizações dos grupos subalternos surge no debate como um dos desdobramentos do processo de reconceituação latino-americano das décadas de ’60-’70, dando lugar no período subseqüente à criação de experiências de trabalho (inclusive universitárias) que incidem significativamente no redimensionamento crítico do perfil profissional dos assistentes sociais. Partindo da constatação de que avançada a década de ’90 esse debate aparece paulatinamente “adormecido”, num complexo cenário de regressão social – produto das contra-reformas neoliberais que se afirmam no país – que será paulatinamente contestado nos alvores do novo século pelo protagonismo dos movimentos sociais da região, nos perguntamos: que significado adquire hoje para o Serviço Social essa relação com os movimentos sociais na perspectiva da busca do seu redimensionamento crítico?
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