Formação profissional e conservadorismo: uma análise a partir dos/as estudantes do curso de Serviço Social do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará
DOI:
https://doi.org/10.22422/temporalis.2019v19n37p151-171Resumo
O Serviço Social é uma profissão que historicamente se constituiu sob bases conservadoras. Estas, nunca deixaram de permear a formação e o exercício profissional apesar dos avanços feitos pela categoria, não sendo também uma exclusividade desta profissão, mas próprias da dinâmica de reprodução do capital. O avanço e reatualização desse conservadorismo na sociedade exige uma urgente e imprescindível reflexão acerca dos seus rebatimentos para o Serviço Social. Assim, o presente estudo tem como objetivo geral compreender as incisões do conservadorismo na formação profissional, tendo como lócus de pesquisa o curso de Serviço Social do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) Campus Iguatu. A pesquisa, de caráter qualitativo, utilizou como procedimentos metodológicos a pesquisa bibliográfica, documental e de campo, esta última realizada com estudantes do sétimo e oitavo semestres e apresentou os seguintes resultados: os/as estudantes possuem conhecimento razoável acerca do conservadorismo e de suas formas de expressão na sociedade e na profissão, o conservadorismo tem se expressado principalmente a partir de posturas moralistas e preconceituosas por parte de estudantes e funcionários/a da instituição, além do crescimento de vertentes tidas como conservadoras pelas análises da vanguarda profissional. Em relação às pautas societárias, os/as estudantes entrevistados/as se posicionam, majoritariamente, em consonância com o que tem apontado o projeto de profissão do Serviço Social.
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