CAMINHOS PROFISSIONAIS E RESISTÊNCIAS QUE BROTAM DAS EXPRESSÕES DA QUESTÃO SOCIAL

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22422/temporalis.2020v20n39p177-190

Resumo

O objetivo deste trabalho é refletir sobre as formas pelas quais as lutas das classes subalternas interpelam e desafiam o Serviço Social, entendendo que esta relação é condição para disputar o significado e a direção social da nossa intervenção profissional. Trata-se de um desafio fundamental, se reconhecemos a prevalência de demandas institucionais orientadas ao apaziguamento dos conflitos de classe e das resistências dos de baixo, que se correspondem com estratégias de enfrentamento da “questão social” em chave de contrainsurgência. Ou seja, prevalecem na região políticas sociais que “combinam” e se complementam com um padrão de acumulação baseado na exportação de mercadorias do complexo agroindustrial, sendo funcionais ou até reprodutoras de processos de expropriação de territórios, de empobrecimento, fome e violência. São estas tendências históricas que estão na base de boa parte das demandas profissionais, as quais requerem ser tensionadas e disputadas a partir dos horizontes que abrem as lutas sociais de movimentos indígenas, feministas, de trabalhadores sem terra e urbanos, e demais movimentos populares.

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Biografia do Autor

Katia Iris Marro, Campus Universitário de Rio das Ostras da Universidade Federal Fluminense

Possui graduação em Serviço Social pela Universidade Nacional de Rosario - Argentina (2001), mestrado em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2004) e doutorado em Serviço Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2009). Atualmente é professora Associada ll do Curso de Serviço Social da Universidade Federal Fluminense, Campus Universitário Rio das Ostras e pesquisadora do "Grupo de estudos, pesquisa e extensão em Serviço Social, trabalho e processos sociais contemporâneos". Integra o corpo docente do Curso de Especialização em Movimentos Sociais do NEPP-DH da UFRJ. Desde 2004 participa de projetos de extensão em parceria com movimentos sociais do Brasil e de América Latina. Integrou a coordenação do GTP da ABEPSS Serviço Social e Movimentos Sociais nas gestões 2013-2014 e 2015-2016.

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Publicado

2020-06-26