DIVISÃO SÓCIO SEXUAL DO TRABALHO: NATURALIZAÇÕES SOCIAIS COMO ESTRATÉGIA DE MINIMIZAÇÃO DO ESTADO
DOI:
https://doi.org/10.22422/temporalis.2020v20n40p215-232Resumo
As mudanças no mundo do trabalho impactam na inserção de homens e mulheres no universo produtivo e reprodutivo o que faz perceber que há uma nítida e tradicional segregação quanto aos postos e condições de trabalho, mostrando, assim, uma desigualdade quanto às relações de gênero no que tange à ocupação dentro do universo do trabalho. Todavia, essa desigualdade não surge com o capitalismo, mas é nele que se intensifica, uma vez que é evidente como o trabalho feminino é satisfatório ao sistema produtivo, principalmente quando visto a naturalização da (in) visibilidade do trabalho reprodutivo, uma vez que não há por parte do Estado a proposição/elaboração de políticas sociais que garantam às mulheres a emancipação do seu lugar como normatizador junto à realização das atividades domésticas. É a partir desse anseio que o presente artigo se propõe a contribuir com o aprofundamento do debate acerca da divisão sócio sexual (e desigual) do trabalho em tempos de contrarreforma do Estado e, ainda, pensando em somar com a categoria dos/as assistentes sociais que é, majoritariamente, composta por mulheres. Como caminho metodológico, se caracteriza como uma pesquisa qualitativa e de cunho bibliográfica, a qual buscou aprofundar-se para que a essência do fenômeno estudado fosse revelada, sendo assim guiada pelo método crítico dialético. Portanto, é perceptível o quanto ainda é necessário o aprofundamento desse debate entre as categorias de gênero e classe (evidenciando a importância das questões de raça/etnia e orientação sexual), uma vez que a classe trabalhadora não é homogênea.
Palavras chave: Divisão Sócio Sexual do Trabalho; Relações de Gênero; Capitalismo.
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