TICs e Política Social: entre o pessimismo da razão e o esperançar
DOI:
https://doi.org/10.22422/temporalis.2024v24n48p206-222Palavras-chave:
Tecnologias de informação e comunicação – TICs, Ensino a distância – EaD, Benefício de Prestação Continuada – BPC, Educação popularResumo
Este artigo analisa a relação entre as tecnologias da informação e da comunicação – TICs e a esfera da política social, com enfoque em seus efeitos na educação superior, enfatizando o ensino a distância – EaD, a relação entre internet e o acesso ao Benefício de Prestação Continuada – BPC e as TICs como elemento de contribuição para a educação popular. A partir da indagação sobre o quanto a transversalidade das TICs nas políticas sociais colaboram para a potencialização dos direitos humanos e sociais e sobre a contribuição destas para a educação popular, realizou-se pesquisas bibliográfica e documental, sendo a pesquisa de campo executada por meio da pesquisa-ação. Com base na teoria crítica é perceptível que o capital instrumentaliza as TICs para os seus próprios interesses, daí ser fundamental não cair na armadilha sobre a neutralidade das TICs apresentadas como meros instrumentos de trabalho, livres de viés. Importa ainda considerar a diversidade do público quando as TICs são elementos mediatizadores da relação entre usuários e instituições públicas, principalmente quando se trata daqueles que possuem perfil diferente ao idealizado pelos formuladores das estratégias de modernização. Por fim, considera que as redes sociais podem contribuir com a organização da classe trabalhadora. Mas, para tal, é preciso ter um projeto político engajado e resistir ao pessimismo e esperançar. Este trabalho é fruto de pesquisa de iniciação científica sobre TICs e Políticas Sociais, realizada entre 2023 e 2024.
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