A FÍSICA DO MEDO E O EMERGIR DE ANÔNIMOS E SILENCIADOS EM AS CHAMAS NA MISSA DE LUIZ GUILHERME SANTOS NEVES

Cláudia Fachetti Barros

Resumo


O presente trabalho versa sobre narrativa ficcional que muitas vezes se apropria do discurso histórico e traz a tona questionamentos muito pertinentes à historiografia. Neste contexto o romance histórico é um importante veículo que nos permite compreender as relações existentes entre História e Literatura, principalmente diante da fusão entre o fato e a ficção presentes na trama. Corporificando o medo, Luiz Guilherme Santos Neves o apresenta em toda a sua física e constrói em sua obra As chamas na missa o diálogo da História com a Literatura, onde uma reflexão ampla, fora dos limites disciplinadores gerados pelo cientificismo, será evidenciada. Neste artigo, que denuncia a forma ultrapassada de se pensar História, anônimos e silenciados se manifestarão. Apoiado pelos conceitos de Bakhtin, Chartier, Pesavento, Le Goff e Pierre Nora, este trabalho quer evidenciar uma Literatura que pulsa, e com isso reconta de forma especial um passado antes lacrado, esquecido.

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