O TRABALHO DO PROFESSOR E A INCLUSÃO ESCOLAR: AS FRAGILIDADES DO RECONHECIMENTO NO OFÍCIO

Betânia Passos Medrado, Gerthrudes Araújo, Liane Velloso Leitão, Rosycléa Dantas

Resumo


As mudanças e rupturas provocadas pela implantação das políticas de inclusão escolar têm provocado estudos (SKLIAR, 2010; DANTAS, 2014) sobre o trabalho do professor, nessa nova configuração educacional. Desse modo, e levando em consideração o fato de que quando o ofício é maltratado, os trabalhadores correm o risco de deixarem de se reconhecer naquilo que fazem, isto é, de estarem seguros tanto da utilidade social de seu trabalho, como da sua qualidade (CLOT, 2010), objetivamos refletir acerca dos processos de reconhecimento no trabalho que são explicitados por uma professora de inglês, diante do trabalho com alunos com deficiência na escola regular. Assim, analisamos qualitativamente a voz da professora colaboradora da pesquisa, a partir de uma entrevista pré-tarefa e uma autoconfrontação simples. Nossas interpretações dos dados – ancoradas nas Ciências do Trabalho (CLOT, 2006, 2010; AMIGUES, 2004) e no aporte teórico-metodológico do Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART, 1999, 2008) – revelam que a falta de cuidado com o ofício, faz com a professora tenha seu poder de agir fragilizado, não se reconhecendo na sua prática. Além disso, a análise evidenciou a influência dos afetos e do coletivo de trabalho na potência de agir e no sentido da atividade.


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