Ocorrência das incapacidades físicas na hanseníase durante o tratamento medicamentoso

  • Denise Ortiz Hering Fernandes
  • Susilene Maria Tonelli Nardi
  • Stéfanie Ferreira Teles
  • Giovana Andrade Frederico
  • Heloísa Cristina Quatrini Carvalho Passos Guimarães
  • Mônica Antar Gamba

Resumo

Introdução: A hanseníase constitui um relevante problema de saúde pública, constituindo parte das doenças consideradas negligenciadas. Prevenir e monitorar as incapacidades físicas de pessoas acometidas pela hanseníase é essencial para promoção da qualidade de vida, redução de incapacidades e minimização do sofrimento psicológico e estigma dos acometidos. Objetivo: Identificar a ocorrência das incapacidades físicas no diagnóstico e na alta medicamentosa da hanseníase. Método: Estudo transversal que analisou as características clínicas, sociodemográficas e os graus de incapacidades físicas — os casos de hanseníase — num município, entre 2008 a 2011. Resultados: Foram identificadas 130 pessoas, sendo 52% do sexo masculino, 46% pardos, 54,6% ocupados, 36,9% com escolaridade até o ensino fundamental completo, 77,7% diagnosticados com formas clínicas transmissíveis. No diagnóstico, os graus de incapacidade física foram: zero (46%), um (34%) e dois (16%). As incapacidades físicas foram significativas entre multibacilares (p<0,0001), quando são acompanhados na unidade básica de saúde, ou seja, na unidade sem equipe multidisciplinar (p=0,0215) e parece estar associada em pessoas com mais idade (p=0,0543). Conclusão: As incapacidades físicas são frequentes no diagnóstico e após a conclusão do tratamento apontando para necessidade de controle das informações contidas nas fichas de notificação e maior monitoramento nos pacientes com risco para desenvolver incapacidades.

Publicado
2019-09-30
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Artigo original