O papel da imprensa na história da poesia gaúcha: reflexões a partir das obras de Donaldo Schüler e Luís Augusto Fischer

reflexiones a partir de las obras de Donaldo Schüler y Luís Augusto Fischer

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/e-2023340102

Palavras-chave:

imprensa, história da literatura, poesia gaúcha, Rio Grande do Sul

Resumo

Este artigo tem como proposta refletir sobre o papel da imprensa na história da poesia gaúcha a partir das obras A poesia no Rio Grande do Sul, de Donaldo Schüler, e Um passado pela frente: poesia gaúcha ontem e hoje, de Luís Augusto Fischer. Para isso, recorre-se às contribuições da história da literatura e sua articulação com a história da imprensa. A fim de dar conta da proposta, metodologicamente, aplicou-se a pesquisa bibliográfica, com a pretensão de compreender o papel da imprensa (e do jornalismo) na história literária. Para técnica de análise, elencou-se a análise de conteúdo, que possibilita rastrear os vestígios sobre a imprensa e a poesia gaúcha nas duas obras. Por fim, identificou-se que a imprensa está presente em diversos momentos decisivos e de ruptura da história da poesia gaúcha.

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Biografia do Autor

Sylvie Dion, Universidade Federal do Rio Grande (FURG)

Professora Associada da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).  Vice-Coordenadora do Núcleo de Estudos Canadenses e orientadora de mestrado e doutorado no Programa de Pós-Graduação em Letras. Mestrado em Artes e Tradições Populares - Université Laval (1982) e doutorado em Literatura Comparada Université de Montreal (1999).

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Publicado

10-05-2023

Como Citar

TRONCO BUENO, Emanuelle; DION, Sylvie. O papel da imprensa na história da poesia gaúcha: reflexões a partir das obras de Donaldo Schüler e Luís Augusto Fischer: reflexiones a partir de las obras de Donaldo Schüler y Luís Augusto Fischer. Revista Ágora, Vitória/ES, v. 34, n. 1, p. e-2023340102, 2023. DOI: 10.47456/e-2023340102. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/38426. Acesso em: 3 abr. 2025.

Edição

Seção

História e Literatura: limites e aberturas para o pensamento historiográfico