A busca pelo reconhecimento como uma vida: notas sobre um serviço de saúde
DOI:
https://doi.org/10.47456/argumentum.v13i1.32117Resumen
Nesse artigo analisa-se os sentidos de reconhecimento que atravessam o processo transexualizador. Foi realizada pesquisa qualitativa, entrevistas gravadas em áudio com nove mulheres transexuais que realizaram cirurgia de redesignação sexual. Aponta-se que os manuais de diagnósticos apresentam o reconhecimento de si como descolado do reconhecimento dos outros, apresentando a transexualidade como condição patológica e problema individual. A partir das discussões de Judith Butler, problematizamos essa noção de reconhecimento, refletindo que a busca pelos serviços transexualizadores está diretamente ligada à produção de um reconhecimento pelos outros como vidas vivíveis, dignas de proteção em contraposição a discriminação.
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