“Lituraterra”: o derramar-se de Clarice Lispector, como chuva, em A cidade sitiada

Autores

  • Cinthia Mara Cecato da Silva Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Elizabete Gerlânia Caron Sandrini Universidade Federal do Espírito Santo - UFES
  • Monica Costa Arrevabeni Universidade Estadual do Norte Fluminense - UENF

Resumo

A cidade sitiada (1949), terceiro romance de Clarice Lispector, escrito no período em que viveu na capital da Suíça – Berna –, traz à tona as vivências da personagem Lucrécia Neves. Ela sai do subúrbio de São Geraldo, que está em meio ao progresso, para viver na metrópole. Dos acontecimentos registrados ficcionalmente, a maneira como a “lituraterra” clariceana é edificada chamo-nos a atenção. Isso nos conduziu ao questionamento: como A cidade situada revela a “lituraterra”, ou seja, o derramar-se de Clarice Lispector, como chuva, nesse romance? Eis a temática a ser trabalhada. Nesse sentido, objetivamos compreender como se organiza, no texto dessa autora, a sua arte literária. Para tanto, o aporte teórico será, especialmente, a teoria de Jaques Lacan que discorre sobre o conceito de “lituraterra” e alguns estudos de críticos literários de Clarice Lispector.

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Publicado

2021-11-23