Gênese e expansão do coletivismo artístico brasileiro no início dos anos 2000
DOI:
https://doi.org/10.47456/rf.rf.2133.50779Palavras-chave:
coletivos artísticos; arte e política; artivismo; ocupações urbanas; lutas por moradiaResumo
O artigo analisa a gênese e a expansão do coletivismo artístico paulistano no início dos anos 2000. Buscamos compreender como as práticas colaborativas, as residências artísticas e as ações ativistas, junto aos movimentos de luta por moradia, configuraram novas relações entre arte e política. A pesquisa baseia-se em documentos, relatos de artistas e bibliografia crítica. Demonstramos de que modo o coletivismo emergente instaurou um campo de ação estética e social que combina experimentação estética e luta por direitos.
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