Impacto da intermitência de fontes renováveis nas redes elétricas inteligentes brasileiras

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21712/lajer.2026.v13.n1.p61-70

Palavras-chave:

fontes renováveis; intermitência; operação; planejamento energético; redes elétricas inteligentes.

Resumo

A intensificação da participação de fontes renováveis intermitentes, especialmente a geração solar fotovoltaica e a eólica, tem transformado de maneira significativa a matriz elétrica brasileira e a dinâmica de operação do sistema de potência. Embora essenciais para o avanço da descarbonização e para o cumprimento das metas climáticas, essas tecnologias introduzem desafios relevantes para a estabilidade, a previsibilidade e a flexibilidade operativa das redes elétricas inteligentes. Este artigo investiga, por meio de uma revisão integrativa da literatura, análise de estudos de caso e comparação de experiências nacionais e internacionais, os efeitos técnicos, regulatórios e operacionais associados à intermitência no contexto brasileiro. Os resultados apontam a necessidade de expansão de soluções como sistemas de armazenamento de energia em múltiplas escalas, modelos avançados de previsão meteorológica baseados em inteligência artificial, mecanismos de resposta ativa da demanda e maior digitalização da infraestrutura. Apesar dos avanços observados, persistem entraves normativos, limitações institucionais, desafios de governança e lacunas tecnológicas que dificultam a plena integração desses recursos. O estudo propõe, por fim, diretrizes para o fortalecimento do arcabouço regulatório, modernização das redes, aprimoramento dos critérios de planejamento e operação, além da capacitação profissional, constituindo bases essenciais para uma transição energética inteligente, resiliente e segura no Brasil.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • Maria Eduarda Dantas Martins, Universidade Federal do Piauí

    Maria Eduarda Martins é discente do curso superior de Tecnologia em Energias Renováveis pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) desde 2021. Desenvolve interesse nas áreas de redes inteligentes, energias renováveis e geração solar, com foco em estudos voltados à modernização e sustentabilidade do setor elétrico.

  • Rafael Ferraz, Universidade Federal do Piauí

    Rafael Ferraz recebeu o título de Bacharel em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Ilhéus, Bahia, Brasil, em 2018, e os títulos de Mestre e Doutor em Engenharia Elétrica, com foco em processamento de energia e sistemas elétricos, pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Vitória, Espírito Santo, Brasil, em 2020 e 2025, respectivamente. Atualmente, é Professor no Centro de Educação Aberta e a Distância da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Durante sua graduação, passou um período na Arizona State University, EUA, e realizou pesquisas com o Illinois Institute of Technology na área de engenharia de computação, em 2015. Seus atuais interesses de pesquisa incluem inteligência artificial, recursos energéticos distribuídos, veículos elétricos, métodos de otimização meta-heurística, otimização multiobjetivo e previsão de séries temporais.

  • Renato Santos Freire Ferraz, Faculdade de Ilhéus

    Renato Ferraz recebeu o título de Bacharel em Engenharia Elétrica pela Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus, Bahia, Brasil, em 2018, e os títulos de Mestre e Doutor em Engenharia Elétrica, com foco em processamento de energia e sistemas elétricos, pela Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, Espírito Santo, Brasil, em 2020 e 2025, respectivamente. Atualmente, é Professor de engenharia elétrica na Faculdade de Ilhéus. Seus interesses de pesquisa incluem recursos energéticos distribuídos, proteção de sistemas de potência, inteligência artificial, métodos de otimização meta-heurística, otimização multiobjetivo e modelagem e análise de geradores baseados em inversores.

Referências

Agência Nacional De Energia Elétrica – ANEEL (2023). Consulta Pública nº 044/2023: Proposta de Sandbox Regulatória sobre Controle de Tensão por meio da Prestação de Serviços Ancilares. Brasília: ANEEL. Disponível em: https://www.gov.br/aneel/pt-br/assuntos/noticias/2023/consulta-publica-discutira-sandbox-de-controle-de-tensao. Acesso em: 14 abr. 2025.

Agência Nacional De Energia Elétrica – ANEEL (2022). Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional – PRODIST. Brasília: ANEEL. Disponível em: https://www.gov.br/aneel/pt-br/centrais-de-conteudos/procedimentos-regulatorios/prodist. Acesso em: 15 abr. 2025.

Agência Nacional De Energia Elétrica – ANEEL (2020). Relatório de Gestão. Brasília: ANEEL. Disponível em: https://www2.aneel.gov.br/cedoc/aprt20216658_2.pdf. Acesso em: 19 abr. 2025.

BloombergNEF (2023). Market outlook for energy storage in the second half of 2023. Bloomberg Finance L.P. Disponível em: https://about.bnef.com/insights/clean-energy/2h-2023-energy-storage-market-outlook/. Acesso em: 10 abr. 2025.

Brasil (2022). Ministério de Minas e Energia. MME publica resultado de consulta pública sobre liberdade de escolha para todos os consumidores de energia elétrica. Brasília, DF, 28 dez. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/mme/pt-br/assuntos/noticias/mme-publica-contribuicoes-recebidas-sobre-liberdade-de-escolha-para-todos-os-consumidores-de-energia-eletrica. Acesso em: 07 jul. 2025.

CPFL Energia (2023). CPFL utiliza inteligência artificial para reduzir chamados improcedentes. Campinas: CPFL Energia. Disponível em: https://www.grupocpfl.com.br/noticia/cpfl-utiliza-inteligencia-artificial-para-reduzir-chamados-improcedentes-da-cpfl-energia. Acesso em: 20 mai. 2025.

Eletrobras (2023). Regulamentação para o Armazenamento de Energia Elétrica, incluindo Usinas Hidrelétricas Reversíveis. Brasília, 2023. Disponível em: https://www2.aneel.gov.br/cedoc/air2023001sgm.pdf. Acesso em: 15 abr. 2025.

Empresa de Pesquisa Energética – EPE (2023). Plano Decenal de Expansão de Energia. Brasília: EPE, 2023. Disponível em: https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/Plano-Decenal-de-Expansao-de-Energia-2023. Acesso em: 20 abr. 2025.

U.S. Federal Energy Regulatory Commission – FERC (2020). Order No. 2222: Participation of Distributed Energy Resource Aggregations in Markets Operated by Regional Transmission Organizations and Independent System Operators. Washington, D.C.: FERC. Disponível em: https://www.piclo.energy/blog/what-is-ferc-order-2222-and-what-is-its-meaning-for-distributed-energy-resources-in-the-us. Acesso em: 07 jul. 2025.

International Energy Agency – IEA (2022). World Energy Outlook. Paris: IEA. Disponível em: https://www.iea.org/reports/world-energy-outlook-2022. Acesso em: 11 abr. 2025.

International Energy Agency – IEA (2021). Renewables 2021: Analysis and forecast to 2026. Paris: IEA. Disponível em: https://www.iea.org/reports/renewables-2021. Acesso em: 18 mai. 2025.

International Renewable Energy Agency – IRENA (2020). Global Renewables Outlook: Energy transformation 2050. Abu Dhabi: IRENA. Disponível em: https://www.irena.org/publications/2020/Apr/Global-Renewables-Outlook-2020. Acesso em: 25 mai. 2025.

International Renewable Energy Agency – IRENA (2019). Innovation Landscape for a Renewable-Powered Future: Solutions to integrate variable renewables. Abu Dhabi: IRENA. Disponível em: https://www.irena.org/Publications/2019/Feb/Innovation-landscape-for-a-renewable-powered-future. Acesso em: 09 abr. 2025.

Neoenergia (2024). Relatório Anual de Sustentabilidade 2023. Salvador: Neoenergia S.A. Disponível em: https://www.neoenergia.com/documents/d/guest/relatorio-anual-de-sustentabilidade-2023-neoenergia. Acesso em: 12 abr. 2025.

Operador Nacional do Sistema Elétrico – NOS (2024). Relatório Anual 2024. Brasília: ONS. Disponível em: https://proxyportais.ons.org.br/ons.portalempregado.proxy/api/arquivosmonitorar?codigo=DL-6743518518-45735-X. Acesso em: 12 abr. 2025.

Downloads

Publicado

30-04-2026

Edição

Seção

Energias de Baixo Carbono

Como Citar

Martins, M.E. , Ferraz, R. e Ferraz, R. (2026) “Impacto da intermitência de fontes renováveis nas redes elétricas inteligentes brasileiras”, Latin American Journal of Energy Research, 13(1), p. 61–70. doi:10.21712/lajer.2026.v13.n1.p61-70.

Artigos Semelhantes

1-10 de 103

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.