Infarto agudo do miocárdio piora a dependência, atividade física e o estado emocional em idosos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/rbps.v24i3.37489

Palavras-chave:

Idosos, Infarto do miocárdio, Qualidade de vida

Resumo

Introdução: Qualidade de vida (QV) não é sinônimo de saúde, mas está relacionado ao bem-estar físico, mental e socioeconômico e à influência de fatores ambientais. O Myocardial Infarction Dimensional Assessment Scale (MIDAS) é um instrumento desenvolvido com o intuito de medir os aspectos mais específicos de pacientes que sofreram Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), que não são capazes de serem respondidas por outros instrumentos genéricos. Objetivos: Avaliar a qualidade de vida em idosos após infarto agudo do miocárdio. Métodos: Estudo descritivo, de corte transversal e de abordagem quantitativa. Os dados foram coletados em um hospital referência em cardiologia. Para coleta de dados, foram utilizados dois instrumentos. O primeiro é um instrumento elaborado pelos pesquisadores para caracterizar sua amostra e avaliar os fatores de riscos para doenças cardiovasculares. O segundo é a Escala de Avaliação Multidimensional pós-Infarto Agudo do Miocárdio, validado para língua portuguesa, que visa avaliar a qualidade de vida. Resultados: Participaram 183 idosos, de 60 a 91 anos. 129 (70,5%) deles são hipertensos, 88 (48,1%) diabéticos, 94 (51,4%) fumantes, 74 (40,4%) consumiam bebida alcoólica, 57 (31,1%) relataram estar deprimidos frequentemente e 92 (50,3%) afirmaram que ocorreram mudanças na qualidade de vida. Os domínios que obtiveram melhor resultados foram os “efeitos colaterais” e a “dieta”. Os domínios que apresentaram piores resultados foram “dependência” e “atividade física”. Conclusão: Idosos apresentaram mudanças na qualidade de vida pós-infarto agudo do miocárdio e ainda reforçou a prevalência de fatores de riscos cardiovasculares.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Saeed N, Norekvål TM, Steiro O, Tjora HL, Langørgen J, Bjørneklett RO, et al. Predictors of long-term symptom burden and quality of life in patients hospitalised with chest pain: a prospective observational study. BMJ Open 2022;12:e062302. doi: 10.1136/bmjopen-2022-062302

Paiva MM, Lima MG, Barros MBA. Quedas e qualidade de vida relacionada à saúde em idosos: influência do tipo, frequência e local de ocorrência das quedas. Ciência & Saúde Coletiva [Internet]. 2021 [acesso em: 31 jul. 2022];26(Supl 3):5099-5108. Disponível em: https:// periodicos.ufes.br/rbps/issue/view/1469/969. doi: 10.1590/1413-812320212611.3.29902019

Almeida Bl, Souza MEBF, Rocha FC, Fernandes TF, Evangelista CB, Ribeiro KSMA. Qualidade de vida de idosos que praticam atividade física. Revista de Pesquisa: Cuidado é Fundamental Online. 2020;12:466-470.

Haraldstad K, Wahl A, Andenæs R, Andersen JR, Andersen MH, Beisland E, et al. A systematic review of quality of life research in medicine and health sciences. Qual Life Res. 2019;28(10):2641-2650. doi: 10.1007/ s11136-019-02214-9

Psotka MA. Quality of Life Always Matters. JACC Heart Fail. 2021;9(12):874-875. doi: 10.1016/j. jchf.2021.10.001.

Johansson I, Joseph P, Balasubramanian K, McMurray JJV, Lund LH, Ezekowitz JA, et al. Health-Related Quality of Life and Mortality in Heart Failure: The Global Congestive Heart Failure Study of 23 000 Patients From 40 Countries. Circulation. 2021;143(22):2129-2142. doi: 10.1161/CIRCULATIONAHA.120.050850

Thompson DR, Jenkinson C, Roebuck A, Lewin RJP, Boyle RM, Chandola T. Development and validation of a short measure of health status for individuals with acute myocardial infarction: the myocardial infarction dimensional assessment scale (MIDAS). Quality of Life Research. 2002; 11(6):535-543.

Fiorin BH, Oliveira ERA, Moreira RSL, Luna Filho B. Adaptação Transcultural do MyocardialInfarction Dimensional AssessmentScale (MIDAS) para Língua Portuguesa Brasileira. Ciências e Saúde Coletiva. 2018;23(3):785-793.

Lima TCRM, Silva DG, Barreto IDC, Oliveira JC, Oliveira LCS, Arcelino LAM, et al. Qualidade da Orientação Nutricional Intra-hospitalar em Pacientes com IAMcSST das Redes Pública e Privada de Saúde em Sergipe: Registro (VICTIM). Arquivos Brasileiros de Cardiologia. 2019;113(2):260-269.

Medeiros PAD, Cembranel F, Figueiró TH, Souza BB, Antes DL, Silva DAS et al. Prevalência e simultaneidade de fatores de risco cardiovasculares em idosos participantes de um estudo de base populacional no sul do Brasil. Revista Brasileira de Epidemiologia. 2019;22:e190064.

Santos MS, Moreira RSL, Luna Filho B, Fiorin BH. Mortalidade por infarto agudo do miocárdio no estado do espírito santo de 1999 a 2012: uma análise de tendência. Revista Brasileira de Pesquisa em Saúde. 2019;21(1):16-27.

Freedland KE, Rich MW, Carney RM. Improving Quality of Life in Heart Failure. Curr Cardiol Rep. 2021 Oct 1;23(11):159. doi: 10.1007/s11886-021-01588-y

Molina NPFM, Tavares DMS., Haas VJ, Rodrigues LR. Religiosidade, espiritualidade e qualidade de vida de idosos segundo a modelagem de equação estrutural. Texto & Contexto-Enfermagem. 2020;29:e20180468.

Shulyakovskaya AS, Belova YK, Belova SA, Peshikov OV, Belov DV. [Evaluation of the quality of life in patients with ischemic heart disease]. Probl Sotsialnoi Gig Zdravookhranenniiai Istor Med. 2020;28(Special Issue):857-862. doi: 10.32687/0869-866X-2020- 28-s1-857-862

Fiorin BH, Moreira RSL, Lopes AB, Sipolatti WGR, Furieri LB, Fioresi M, et al. Quality of life assessment after acute myocardial infarction. Rev Rene. 2020;21:e44265. doi: 10.15253/2175-6783.20202144265

Dias CMCC, Lemos AQ, Albuquerque IVS, Brasil CA, Oliveira FTO, Macedo LB. Qualidade de vida após sete anos do evento coronariano agudo. Revista Pesquisa em Fisioterapia. 2018;5(2):114-124.

Nascimento E, Fonseca AM, Silva RL, Moura JP, Rossi VEC, Souza NR, et. al. Infarto agudo do miocárdio: levantamento de sua ocorrência em homens atendidos de 2008-2012 em um serviço de urgência e emergência de Passos (MG). Ciência ET Praxis (Qualis B3-2017-2018). 2017;6(12):29-34.

Ferreira MP. Cuidados de enfermagem à pessoa idosa acometida pelo infarto agudo do miocárdio (IAM): revisão integrativa. [trabalho de conclusão de curso]. Salvador: Universidade Católica de Salvador; 2019.

Lima MM, Nunes CP. Eficácia do uso de IECA/BRA na diminuição da mortalidade pós infarto do miocárdio em hipertensos com complicações cardiovasculares. Revista de Medicina de Família e Saúde Mental. 2019; 1(1).

Teixeira CS, Sanches SB, Santos Vivas I. Prevalência de fatores de risco em pacientes pós-infarto agudo do miocárdio. Unisanta Health Science. 2017;1(1):1-17.

Pinheiro RHO, Lenhani BE, Martins EV. Prevalência de fatores de risco relacionados ao infarto agudo do miocárdio em pacientes idosos: uma revisão integrativa. Revista Uningá Review. 2017;30(3):83-88.

Silva IM, Silva MG. Infarto Agudo do Miocardio: Assitência ao paciente pós-infarto internado em Unidade de Terapia Intensiva. Amazônia: Science & Health. 2018;6(1):12-21.

Brito LR, Lopes AOS, Oliveira AS, Reis LA, Oinhos JPQ. Grau de dependência e funcionalidade familiar do idoso. Revista Kairós: Gerontologia. 2019;22(1):447-461.

Hernandez JAE, Voser RC. Exercício físico regular e depressão em idosos. Rio de Janeiro: Estudos e Pesquisas em Psicologia. 2019;19(3):718-734.

Cruz Neves MS, Oliveira MF. Reabilitação cardíaca precoce em pacientes pós-infarto agudo do miocárdio. Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba. 2017;19(3):105-110.

Oliveira DV, Pivetta NRS, Oliveira GVN, Silva DAD, Nascimento Júnior JRA, Cavaglieri CR. Fatores intervenientes nos indicativos de depressão em idosos usuários das unidades básicas de saúde de Maringá, Paraná, 2017. Brasília: Epidemiologia e Serviços de Saúde. 2019;28(3):2018043.

Claudiano MS, Moreira RSL, Filho BL, Oliveira RA, Fiorin BH. Quality of life in patients with acute myocardial infarction: a literature review. International journal of development research. 2018;8:20099-20105.

Martins NFF, Abreu DPG, Silva BT, Semedo DSRC, Pelzer MT, Ienczak FS. Letramento funcional em saúde e adesão à medicação em idosos: revisão integrativa. Brasília: Revista Brasileira de Enfermagem. 2017;70(4):868-874.

Simões MO, Dumith SC, Gonçalves CV. Recebimento de aconselhamento nutricional por adultos e idosos em um município do Sul do Brasil: estudo de base populacional. Revista Brasileira de Epidemiologia. 2019;22:190060.

Arquivos adicionais

Publicado

04.04.2023

Como Citar

1.
Fiorin BH, Dalvi Armond Rezende L, Ferreira Martins M, dos Santos Moreira G, de Souza Theotonio E, Garcia Romero Sipolatt W, et al. Infarto agudo do miocárdio piora a dependência, atividade física e o estado emocional em idosos. RBPS [Internet]. 4º de abril de 2023 [citado 22º de julho de 2024];24(3):7-13. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/rbps/article/view/37489

Edição

Seção

Artigos Originais

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)