O contrabando de escravos em Itapemirim após 1850: resistência ao cumprimento da lei

Autores

  • Laryssa da Silva Machado

Palavras-chave:

Tráfico de Escravos, Escravidão em Itapemirim, Porto da Barra de Itapemirim

Resumo

O presente artigo pretende abordar o tráfico ilegal de escravos na região de Itapemirim-ES, mesmo após a promulgação da lei Euzébio de Queirós, que colocava fim ao tráfico internacional de escravos. Os Relatórios dos Presidentes Provinciais do Espírito Santo e outros documentos da época denunciam que, por várias vezes a região de Itapemirim recebeu navios suspeitos de trazerem escravos africanos, sendo que alguns chegaram a ser presos ou investigados. A necessidade de se manter esse tráfico ilegal se dava graças às lavouras de cana de açúcar e de café, presentes na região do Vale do Rio Itapemirim, que utilizavam grande quantidade de mão de obra escrava, além da proximidade do Porto de Itapemirim com a Corte, o que facilitava o comércio de mercadorias entre as regiões, dentre elas os escravos. A presença de africanos nas escravarias de Itapemirim era grande, como se pode perceber nos registros de Batismo e Óbito de escravos da Paróquia Nossa Senhora do Amparo, inclusive com batismos de africanos adultos ocorrendo na década de 1860. Isso demonstra que a vinda de africanos para a região de Itapemirim era prática comum e, conforme as denúncias, continuou após o fim do tráfico.

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Publicado

2017-12-30

Como Citar

Machado, L. da S. . (2017). O contrabando de escravos em Itapemirim após 1850: resistência ao cumprimento da lei. Revista Do Arquivo Público Do Estado Do Espírito Santo, 1(2), 53–69. Recuperado de https://periodicos.ufes.br/revapees/article/view/32209

Edição

Seção

Artigos