O cooperativismo no Movimento dos trabalhadores rurais sem terra
DOI:
https://doi.org/10.22422/2238-1856.2012v12n23p209-229Resumen
Este artigo tem como objetivo analisar a função do cooperativismo no MST como parte da estratégia de sua luta anti-capitalista. Para isso, em primeiro lugar, abordamos brevemente os limites ontológicos do cooperativismo, enquanto práxis de sentido emancipatório, quando mediada pela produção social global capitalista. A partir da análise dos processos de trabalho neste modo de produção, na esteira da teoria marxista, destacamos como uma característica ineliminável e constitutiva a subsunção do trabalho concreto ao trabalho abstrato. Tal fator torna impossível a plena autonomia dos trabalhadores sobre seu próprio trabalho e, portanto, sua emancipação. Considerando tais limites, reconhecidos pelo próprio MST, questionamos sua presença marcante no movimento, buscando contextualizar o cooperativismo na sua estratégia de luta. Para isso, em um segundo momento, descrevemos breve e historicamente o período em que o MST surge, as condições objetivas das quais parte e sobre as quais age, para articulá-las com sua estratégia de luta. A partir dessa historicização, argumentamos que a razão de ser do cooperativismo no MST é fundamentalmente pedagógica e política. Trata-se de manter nos assentamentos, como acontece nos acampamentos, os trabalhadores organizados e em luta mesmo após a conquista da propriedade da terra. A formação de assentamentos coletivos, com a constituição de cooperativas de trabalho, é um meio para conciliar a permanência no campo com os princípios político-ideológicos do MST, favorecendo a educação de quadros para as suas lutas permanentes.
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