SERVIÇO SOCIAL E CONSERVADORISMO REACIONÁRIO: REAFIRMAÇÃO DO CÓDIGO DE ÉTICA DE 1993
DOI:
https://doi.org/10.22422/temporalis.2023v23n46p173-187Palabras clave:
Conservadorismo reacionário, Tendências profissionais, Código de Ética, Jornadas de junho/2013Resumen
O presente artigo analisa os desafios postos à direção social hegemônica do Serviço Social brasileiro e a atualidade do Código de Ética de 1993 no cenário de avanço do conservadorismo reacionário, que ganhou visibilidade política no contexto de disputa de direção das jornadas de junho/2013, consolidando-se mediante o golpe de 2016, com a vitória eleitoral de Bolsonaro em 2018 e a construção do bolsonarismo. A partir do entendimento do/a assistente social enquanto profissional inscrito na divisão social do trabalho e de natureza interventiva na realidade social, podemos apreender que as transformações no cenário político, econômico e social impactam diretamente o fazer profissional desta categoria. Nesse ínterim, a luz do método do materialismo histórico-dialético, realizamos uma pesquisa bibliográfica, em autores/as da área do Serviço Social e afins, objetivando discutir os rebatimentos do contexto brasileiro a partir das jornadas de junho/2013 ao tempo presente no Serviço Social contemporâneo, bem como as tendências profissionais que emergem, ou se reatualizam sob novas vestes, no panorama em análise. Com o esgotamento do projeto neodesenvolvimentista no Brasil, houve um recrudescimento da insatisfação de extratos da classe trabalhadora, bem como da elite nacional que vinha bradando o anti-petismo. Essa realidade rebateu no Serviço Social através de novas morfologias do trabalho, bem como em disputas nas tendências profissionais, das quais se destacam o pragmatismo e sincretismo, que rejeitam a cultura profissional crítica hegemônica na profissão.
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