Entre o Muro de Berlim e a Bastilha Francesa: a fabricação de marcos temporais pelas mídias contemporâneas e os usos políticos do passado (Jornal do Brasil, 1989)

Autores

  • Chrystian Wilson Pereira

Resumo

A derrubada do Muro de Berlim, em 1989, ocasionou uma ampla mobilização dos meios de comunicação de massa. Estes, ao produzirem uma preliminar seleção de testemunhos e presidirem as primeiras escritas do acontecimento, utilizaram-se de artifícios narrativos para significá-los, sobretudo, por uma inscrição na duração. Valeram-se, na fabricação de um novo marco temporal, de usos simbólicos e políticos do passado. Discute-se aqui como a imprensa, mesmo concebendo seus objetos comunicativos sob a lógica da “atualidade-mercadoria” e da espetacularização, esforçava-se por delinear tessituras narrativas que articulavam temporalmente percepções, expectativas e concepções acerca do universo político, relativas às relações internacionais do final do século XX. O artigo analisa reportagens veiculadas pelo Jornal do Brasil, então periódico da grande imprensa brasileira.

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Como Citar

PEREIRA, C. W. Entre o Muro de Berlim e a Bastilha Francesa: a fabricação de marcos temporais pelas mídias contemporâneas e os usos políticos do passado (Jornal do Brasil, 1989). Revista Ágora, [S. l.], n. 21, p. 187–202, 2015. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/11253. Acesso em: 3 dez. 2022.

Edição

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Artigos