Burocracia e banalidade do mal: uma articulação entre os pensamentos de Weber e Arendt

Autores

  • Samuel Henrique Machado Universidade de Santa Cruz do Sul
  • Ernesto Shönle Júnior Universidade de Santa Cruz do Sul

Resumo

A pretensão nesse estudo é analisar o vínculo estabelecido por Hannah Arendt entre
(a) suas teorizações em torno do que chamou de “banalidade do mal”, na obra Eichmann em
Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal, e (b) a teoria da burocracia de Max Weber, na obra Economia e Sociedade. O propósito é elucidar o argumento arendtiano sobre as características específicas que indicam o aspecto universalizante dos princípios moralistas enunciados pelo oficial nazista Eichmann, em seu julgamento, bem como demonstrar o sintoma que este produziu, dado seu assujeitamento pela racionalidade burocrática do Terceiro Reich. Finalmente, o propósito é demonstrar para as áreas de ética e política a validade da análise de Arendt, análise esta que permitiu uma formulação teórica original sobre o mal e sua implicação na sociedade.

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Biografia do Autor

Samuel Henrique Machado, Universidade de Santa Cruz do Sul

Graduado em Filosofia pela Universidade de Santa Cruz do Sul. Pós-graduado em Sociologia pela Universidade
Gama Filho.

Ernesto Shönle Júnior, Universidade de Santa Cruz do Sul

Psicanalista. Graduado e mestre em Psicologia pela Universidade de Santa Cruz do Sul. Doutor em Educação pela
Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Realiza pós-doutorado em Letras pela Universidade de Santa Cruz do
Sul. Membro do Centro de Estudos Lacaneanos (CEL).

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Publicado

11-12-2018

Como Citar

MACHADO, S. H.; JÚNIOR, E. S. Burocracia e banalidade do mal: uma articulação entre os pensamentos de Weber e Arendt. Revista Ágora, [S. l.], n. 22, p. 317–327, 2018. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/13624. Acesso em: 30 nov. 2021.

Edição

Seção

Artigos