Contaminação: a lenta construção do estigma judaico numa análise de longa duração

Autores

  • Sérgio Alberto Feldman UFES

Resumo

Este artigo pretende refletir numa análise de longa duração as permanências
e as continuidades, no processo de estigmatização dos judeus na cristandade ocidental num foco inicial amplo, e depois nos reinos ibéricos, reduzindo a amplitude da análise, de forma a perceber que os judeus foram tolerados, mas paralelamente estigmatizados como sendo contaminados, religiosamente, moralmente e fisicamente. São uma minoria tolerada, especialmente por duas razões: por que tem uma função histórica, pela concepção teleológica agostiniana, sendo associados ao juízo final; e por que no campo do socioeconômico exercem cargos, profissões e funções necessários aos governantes, especificamente aos reis, mas casualmente a clérigos e nobres, dos quais depende a sua estabilidade e sobrevivência.

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Publicado

30-08-2016

Como Citar

FELDMAN, S. A. Contaminação: a lenta construção do estigma judaico numa análise de longa duração. Revista Ágora, [S. l.], n. 23, p. 248–267, 2016. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/14087. Acesso em: 6 dez. 2021.

Edição

Seção

Dossiê: Estabelecidos e outsiders no Ocidente tardo antigo e medieval

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