Metodologias ativas e curricularização da extensão em disciplinas do curso de engenharia de produção da UNIVASF/Campus Salgueiro

Autores
Palavras-chave:
Array, Array, Array, Array
Resumo

Este artigo apresenta e discute as percepções de estudantes das disciplinas “Gestão da Qualidade” e “Gestão de Serviços”, do curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Campus Salgueiro. As disciplinas foram conduzidas a partir do uso de metodologias ativas de ensino-aprendizagem e integraram atividades de curricularização da extensão em seu desenvolvimento pedagógico. A pesquisa, de caráter exploratório e descritivo, contou com a participação de 20 estudantes, que responderam a um formulário de avaliação disponibilizado virtualmente. Os resultados revelam uma percepção predominantemente positiva por parte dos alunos quanto à dinamicidade das disciplinas e ao impacto na aquisição de competências profissionais. A abordagem pedagógica fundamentada em metodologias ativas foi amplamente bem avaliada, destacando-se pela capacidade de engajar os estudantes e promover um aprendizado significativo. Além disso, os dados indicam que os participantes reconheceram o papel essencial do professor como facilitador do processo de aprendizagem, ao criar um ambiente de ensino estimulante e formativo. A pesquisa tem implicações significativas para a prática docente e para o desenvolvimento curricular dos cursos de engenharia de produção, fornecendo subsídios para aprimoramentos no processo de ensino e aprendizagem.

Biografia do Autor
  1. Felipe Guilherme Oliveira-Melo, Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF, Salgueiro (PE), Brasil

    Doutorando e Mestre em Engenharia Industrial (PEI/UFBA). Graduado em Engenharia de Produção (UFAL/Campus do Sertão). Professor do curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Vale do São Francisco - Campus Salgueiro. Pesquisador no Grupo de Pesquisa Educação em Perspectiva na Engenharia de Produção (EDUPEP/UTFPR).

  2. Ângelo Márcio Oliveira Sant'Anna, Universidade Federal da Bahia – UFBA, Salvador (BA), Brasil

    Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2009). Graduado em Estatística pela Universidade Federal da Bahia (2003) e mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006). Atualmente, é professor do curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal da Bahia. Atua como professor permanente nos Programas de Pós-graduação: em Engenharia Industrial (PEI /UFBA) e em Mecatrônica (PPGM /UFBA); e em Engenharia de Produção e Sistemas (PPGEPS /PUCPR).

  3. Ava Santana Barbosa, Universidade Federal da Bahia – UFBA, Salvador (BA), Brasil

    Doutora em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo (2010). Graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal da Bahia (2002) e mestra em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo (2006). É professora associada do curso de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade Federal da Bahia. Atua como professora do Programa de Pós-graduação em Engenharia Industrial (PEI /UFBA).

Referências

Addor, F. (2021). Extensão tecnológica e Tecnologia Social: reflexões em tempos de pandemia. Revista NAU Social, 11(21), 395-412. https://doi.org/10.9771/ns.v11i21.38644

Andrade, R. M. M., Morosini, M. C., & Lopes, D. O. (2019). A extensão universitária na perspectiva da universidade do encontro. Em Aberto, 32(106), 117-131.https://doi.org/10.24109/2176-6673.emaberto.32i106.4470

Antunes Junior, O. D. R., Mattge, G., Krause, D. F. I., & Pensin, T. G. (2021). Desafios do ensino inovador: A percepção de alunos de farmácia em relação às metodologias ativas de aprendizagem. Revista Pesquisa e Debate Em Educação, 11(2), 1–21. https://doi.org/10.34019/2237-9444.2021.v11.32950

Bardini, V. S. S., & Spalding, M. (2017). Aplicação de metodologias ativas de ensino-aprendizagem: Experiência na área de engenharia. Revista de Ensino de Engenharia, 36(1), 49–58. https://doi.org/10.5935/2236-0158.20170005

Benetti, P. C., Souza, R. A., & Machado, J. P. (2025). Creditação da extensão universitária nos cursos de graduação: relato de experiência. Revista Brasileira de Extensão Universitária, 6(1), 25–32. https://doi.org/10.36661/2358-0399.2015v6i1.1951

Berbel, N. (2011). As metodologias ativas e a promoção da autonomia de estudantes. Semina: Ciências Sociais e Humanas, 32(1), 25–40. https://doi.org/10.5433/1679-0383.2011v32n1p25

Bordin, L. (2021). Perfil de formação e atuação do profissional de engenharia: (des)caminhos para a adequação sociotécnica. Revista Cocar, 15(31), 1–19. Recuperado de https://periodicos.uepa.br/index.php/cocar/article/view/3771

Borochovicius, E., & Tortella, J. C. B. (2014). Aprendizagem Baseada em Problemas: um método de ensino-aprendizagem e suas práticas educativas. Ensaio: Avaliação e Políticas Públicas em Educação, 22(83), 263–294. https://doi.org/10.1590/S0104-40362014000200002

Brasil. Ministério da Educação - MEC. Conselho Nacional de Educação – CNE/Câmara de Educação Superior – CES. (2019). Resolução CNE/CES Nº 2, de 24 de abril de 2019. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF, ano 157, n. 80, p. 43-44.

Brasil. Ministério da Educação - MEC. Conselho Nacional de Educação – CNE/Câmara de Educação Superior – CES. (2018). Resolução CNE/CES Nº 7, de 18 de dezembro de 2018. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF, ano 156, n. 243, p. 49-50.

Brasil. Ministério da Educação - MEC. Conselho Nacional de Educação – CNE/Câmara de Educação Superior – CES. (2007). Resolução Nº 2, de 18 de junho de 2007. Diário Oficial da União: Seção 1, Brasília, DF, p. 23.

Cidral, W. A., Oliveira, T., Di Felice, M., & Aparicio, M. (2018). E-learning success determinants: Brazilian empirical study. Computers & Education, 122, 273-290. https://doi.org/10.1016/j.compedu.2017.12.001

Daciolo, L. V. P. (2022). Análise de metodologias ativas de ensino-aprendizagem abordadas no COBENGE. Educitec - Revista de Estudos e Pesquisas sobre Ensino Tecnológico, 8, e178122. https://doi.org/10.31417/educitec.v8.1781

Deslauriers, L., McCarty, L. S., Miller, K., Callaghan, K., & Kestin, G. (2019). Measuring actual learning versus feeling of learning in response to being actively engaged in the classroom. Proceedings of the National Academy of Sciences. https://doi.org/10.1073/pnas.1821936116

Diesel, A., Baldez, A. L. S., & Martins, S. N. (2017). Os princípios das metodologias ativas de ensino: Uma abordagem teórica. Revista Thema, 14(1), 268-288. https://doi.org/10.15536/thema.14.2017.268-288.404

Filatro, A., & Cavalcanti, C. C. (2018). Metodologias Inov-ativas na educação presencial, a distância e corporativa. Saraiva Educação.

Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras - FORPROEX. (1987). Conceito de extensão, institucionalização e financiamento. In Encontro de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras, 1. UnB. Recuperado de https://www.ufmg.br/proex/renex/images/documentos/1987-I-Encontro-Nacional-do-FORPROEX.pdf

Fowler Jr., F. J. (2011). Pesquisa de levantamento (4ª ed.). Artmed Editora.

Freeman, S., Eddy, S. L., McDonough, M., Smith, M. K., Okoroafor, N., Jordt, H., & Wenderoth, M. P. (2014). Active learning increases student performance in science, engineering, and mathematics. Proceedings of the National Academy of Sciences, 111(23), 8410–8415. https://doi.org/10.1073/pnas.1319030111

Garbin, F. G. B., & Albano, C. S. (2023). Curricularização da extensão nas engenharias da UNIPAMPA: um estudo comparativo. In Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia, 51. ABENGE. https://doi.org/10.37702/2175-957x.cobenge.2023.4185

Hartikainen, S., Rintala, H., Pylväs, L., & Nokelainen, P. (2019). The Concept of Active Learning and the Measurement of Learning Outcomes: A Review of Research in Engineering Higher Education. Education Sciences, 9(4), 276. https://doi.org/10.3390/educsci9040276

Jovanović, J., Gašević, D., Dawson, S., Pardo, A., & Mirriahi, N. (2017). Learning analytics to unveil learning strategies in a flipped classroom. The Internet and Higher Education, 33, 74–85. https://doi.org/10.1016/j.iheduc.2017.02.001

Marin, M. J. S., Gomes, A. P., Pereira, S. V., & Oliva, S. (2010). Aspectos das fortalezas e fragilidades no uso das metodologias ativas de aprendizagem. Revista Brasileira de Educação Médica, 34(1), 13–20. https://doi.org/10.1590/S0100-55022010000100003

Marques, H. R., Campos, A. C., Andrade, D. M., & Zambalde, A. L. (2021). Inovação no ensino: Uma revisão sistemática das metodologias ativas de ensino-aprendizagem. Avaliação: Revista da Avaliação da Educação Superior, 26, 718–741. https://doi.org/10.1590/S1414-40772021000300005

Matos, J. D. V., Pimentel, A., Ferreira, C., & Oliveira, F. (2021). Prática educativa crítico-reflexiva em Gestão Ambiental e Responsabilidade Social: um relato de experiência. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, 102(261), 564–582. https://doi.org/10.24109/2176-6681.rbep.102i261.4431

Miller, C. J., & Metz, M. J. (2014). A comparison of professional-level faculty and student perceptions of active learning: its current use, effectiveness, and barriers. Advances in Physiology Education, 38, 246–252. https://doi.org/10.1152/advan.00014.2014

Miranda, M. R. da S., & Bortoluzzi, M. B. de O. (2020). A inserção de metodologias ativas na engenharia: Uma análise do panorama atual. Perspectivas em Diálogo: Revista de Educação e Sociedade, 7(15), 153–163. Recuperado de https://periodicos.ufms.br/index.php/persdia/article/view/9978

Misseyanni, A., Papadopoulou, P., Lytras, M. D., & Marouli, C. (2018). Active learning stories in higher education: lessons learned and good practices in STEM Education. In A. Misseyanni (Ed.), Active learning strategies in higher education: teaching for leadership, innovation, and creativity (pp. 75–105). Emerald Publishing. https://doi.org/10.1108/978-1-78714-487-320181004

Montenegro, N. G. S. D., Moreira, J. C. P., & Silva, J. G. (2023). Desafios para a curricularização da extensão universitária nos cursos de graduação. EntreAções: Diálogos em Extensão, 4(1), 31–43. https://doi.org/10.56837/EntreAções.2023.v4.n1.1109

Oliveira, C. V. N. C.de,Tosta,M. de C. R.,& Freitas, R. R. de.(2020). Curricularização da extensão universitária: uma análise bibliométrica. Brazilian Journal of Production Engineering, 6(2), Edição Especial “Gestão Pública”,114-127. Recuperado de https://periodicos.ufes.br/bjpe/article/view/30835

Oliveira, V. F. (Org.). (2019). A engenharia e as novas DCNs: Oportunidades para formar mais e melhores engenheiros. LTC.

Oliveira-Melo, F. G., & Sant’Anna, A. M. O. (2024). Experiências da Semana de Capacitação Profissional do curso de Engenharia de Produção da UNIVASF/Campus Salgueiro. Anais do Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Engenharia de Produção - ENCEP, 29. ABEPRO. https://doi.org/10.14488/encep.978-6588212073.254-283

Paula, J. A. de (2013). A extensão universitária: história, conceito e propostas. Interfaces – Revista de Extensão da UFMG, 1(1), 5–23. Recuperado de https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistainterfaces/article/view/18930

Pereira, B. R. G. F., Aires, J. P., & Matos, E. A. Á. (2023). Metodologias ativas de aprendizagem e sua prática nos cursos de engenharia. Contribuciones a las Ciencias Sociales, 16(8), 12169–12188. https://doi.org/10.55905/revconv.16n.8-185

Postan-Aizik, D., & Shdaimah, C. S. (2024). A triad model of engaged social work pedagogy: Connecting research, education, and action. Social Work Education, 43(2), 356–373. https://doi.org/10.1080/02615479.2022.2096213

Prince, M. (2004). Does active learning work? A review of the research. Journal of Engineering Education, 93, 223–231. https://doi.org/10.1002/j.2168-9830.2004.tb00809

Quadros, A. L., Souza, P. P., Silva, A. F., & Lima, M. M. (2010). A percepção de professores e estudantes sobre a sala de aula de ensino superior: expectativas e construção de relações no curso de química da UFMG. Ciência e Educação, 16(1), 103–114. https://doi.org/10.1590/S1516-73132010000100006

Ribeiro, L. R. C. (2005). A aprendizagem baseada em problemas (PBL): uma implementação na educação em engenharia na voz dos atores (Tese de doutorado). Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, SP, Brasil.

Santos, C. A. M. (2015). O uso de metodologias ativas de aprendizagem a partir de uma perspectiva interdisciplinar. In Anais do 12º Congresso Nacional de Educação (pp. 27202–27212). PUC-PR.

Silva, J. C., & Tonini, A. M. (2018). O processo educativo baseado em problemas e a formação de competências do engenheiro. Revista Brasileira de Ensino de Ciência e Tecnologia, 11(3). Recuperado de https://periodicos.utfpr.edu.br/rbect/article/view/6680

Silva, K. C., & Kochhann, A. (2018). Tessituras entre concepções, curricularização e avaliação da extensão universitária na formação do estudante. Revista Espaço Pedagógico, 25(3), 703–725. https://doi.org/10.5335/rep.v25i3.8572

Sutili, F. K., & Raineri, I. A. D. (2022). Metodologias ativas na formação do engenheiro do século XXI: Desafios e reflexões. Olhar de Professor, 25, e16436.005. https://doi.org/10.5212/olharprofr.v.25.16436.005

Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF. (2022). Resolução nº 03/2022, de 22 de fevereiro de 2022. Conselho Universitário. Disponível em: https://portais.univasf.edu.br/proex/resolucao-n-03-2022_curricularizao-da-extenso-na-univasf-pdf-nuvem-univasf.pdf

Universidade Federal do Vale do São Francisco – UNIVASF. (2024). Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia de Produção da UNIVASF/Campus Salgueiro. UNIVASF.

Valença, A. K. A. (2023). Metodologias ativas no ensino de engenharia. Revista Produção Online, 23(2), e4982. https://doi.org/10.14488/1676-1901.v23i2.4982

Villas-Boas, V. et al. (2011). Aprendizagem ativa na educação em engenharia. ABENGE. https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/5659203/mod_resource/content/1/Capitulo%20SD3%20Aprendizagem%20Ativa_VERSAO_FINAL.pdf

Cover Image
Publicado
05.02.2025
Seção
EDUCAÇÃO EM ENGENHARIA
Licença

Direitos autorais (c) 2025 Felipe Guilherme Oliveira-Melo, Ângelo Márcio Oliveira Sant'Anna, Ava Santana Barbosa (Autor)

Creative Commons License

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Qualquer pessoa pode copiar, distribuir, exibir, adaptar, remixar e até utilizar comercialmente os conteúdos publicados na revista; Desde que sejam atribuídos os devidos créditos aos autores e à BJPE como fonte original; Não é exigida permissão adicional para reutilização, desde que respeitados os termos da licença. Esta política está em conformidade com os princípios do acesso aberto, promovendo a ampla disseminação do conhecimento científico. 🔗 CC BY 4.0

Como Citar

Oliveira-Melo, F. G., Sant'Anna, Â. M. O., & Barbosa, A. S. (2025). Metodologias ativas e curricularização da extensão em disciplinas do curso de engenharia de produção da UNIVASF/Campus Salgueiro. Brazilian Journal of Production Engineering, 11(1), 95-111. https://doi.org/10.47456/bjpe.v11i1.47140