“Um Deus (o) pode”: as traduções de Paulo Quintela, José Paulo Paes e Augusto de Campos do terceiro soneto de Os sonetos a Orfeu, de Rainer Maria Rilke

Autores

  • Ana Maria Ferreira Torres Universidade Federal do Pará - UFPA
  • Mayara Ribeiro Guimarães Universidade Federal do Pará - UFPA

Resumo

O principal objetivo deste artigo foi comparar três traduções do soneto III da primeira parte do livro Die Sonette an Orpheus [Sonetos a Orfeu], do poeta praguense Rainer Maria Rilke: as de Paulo Quintela, José Paulo Paes e Augusto de Campos. Respectivamente, esses textos estão presentes nos livros As elegias de Duíno e Sonetos a Orfeu (s/d.), Rainer Maria Rilke [poemas] (2012) e Rilke: Poesia-Coisa (1994). Para isso, apresentou-se a formação, objetivos e metodologia de cada tradutor. Além disso, foi necessário esclarecer aspectos formais e temáticos de Sonetos a Orfeu. As traduções foram analisadas por meio da metodologia proposta por Mário Laranjeira (1993) e classificadas segundo o critério de distanciamento/aproximação de Hans Vermeer (1994 apud SNELL-HORNBY, 2012). Concluiu-se que os textos de Quintela e Paes provocam distanciamento, pois utilizam as mesmas imagens evocadas por Rilke. Augusto de Campos modifica as imagens, o que resulta em um texto mais assimilador.

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Publicado

2021-11-23

Edição

Seção

Dossiê LITERATURA E TRADUÇÃO (n. 40)