Caligrama, corpo e escrita

As encenações da euforia e da violência

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/rf.v1i21.28324

Resumo

A discussão com a interpretação crítica da forma do caligrama em termos de um qualificativo desambiguador ou de uma repetição tautológica é possibilitada pela consideração do contexto vanguardista. Nos caligramas de Apollinaire a encenação do espaço sonoro e, antes de mais nada, da experiência da ausência, tem como seu objetivo questionar a cumplicidade da poética vanguardista com a violência. Indagando o enigma do representável e a emergência visual do objeto, os caligramas encenam o jogo com a métrica e a irradiação da voz. Ao convidar o leitor à subversão da verticalidade da leitura, os caligramas atualizam o problema da percepção das figuras ambíguas, propondo também uma nova compreensão da intertextualidade por meio da combinação das expressões prontas em criativos desarranjos.

 

Downloads

Publicado

12-12-2019

Edição

Seção

Artigos

Como Citar

KEMPINSKA, Olga. Caligrama, corpo e escrita: As encenações da euforia e da violência. Farol, [S. l.], v. 15, n. 21, p. 70–77, 2019. DOI: 10.47456/rf.v1i21.28324. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/farol/article/view/28324. Acesso em: 6 jan. 2026.