Safári de T.O: o Percurso de uma Estudante Exploradora pela Diversidade das Teorias Organizacionais

Autores

  • Aline Vieira Malanovicz FDB Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre

Resumo

Os estudos organizacionais são hoje formados por inúmeras abordagens, de diferentes áreas do conhecimento. Diferentes configurações de cursos de Teorias Organizacionais têm sido experimentados, e debates em torno de dilemas do ensino-aprendizagem-pesquisa em T.O. permanecem atuais. A percepção das dificuldades enfrentadas pelo corpo discente dos cursos constitui uma fonte de dados reveladora com potencial para ampliar e beneficiar tal reflexão. Emerge então a questão de pesquisa “Como é, sob o ponto de vista discente, o percurso de conhecimento das diversas e desconhecidas abordagens das teorias organizacionais?” Este trabalho objetiva descrever, do ponto de vista discente, o percurso da aprendizagem das Teorias Organizacionais em um curso de um semestre. O método utilizado é qualitativo e aproxima-se da autoetnografia, relatando experiências vivenciadas. A coleta de dados inclui documentos como o plano de ensino da disciplina e trabalhos escritos como miniensaios e uma sistematização que compõem os critérios de avaliação dos alunos no curso. O exercício de reflexividade intentado procura provocar discussão quanto aos métodos de ensino deste tema, destacando aspectos positivos e oportunidades de melhoria. Esta apresentação ressalta a ideia de evolução gradual da apropriação do conhecimento ao longo do percurso do “safári” representado pelo semestre letivo.

Referências

ALMEIDA, C. C. L. de Saúde e cuidado: elementos para o trabalho com famílias. In: Política de saúde hoje: interfaces & desafios no trabalho dos assistentes sociais. DUARTE, M. J. de O. et al (Org.), 1. ed.; Campinas, SP: Papel Social, 2014, p. 179-192.

BERNARDO, M. H. A velhice da classe trabalhadora e a naturalização dos cuidados familiares. In: Envelhecimento na sociabilidade do capital. TEIXEIRA, S. M. (Org.) Campinas, SP: Papel Social, 2017, p. 53-74.

BRASIL, PNAD (Pesquisa Nacional de Amostragem por Domicílio) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Censo 2010, Disponível em http://www.ibge.org.br Acesso em 20 de junho de 2018.

_______, Política Nacional de Saúde do Idoso: Portaria No 1395. Ministério da Saúde, Brasília: MS; 1999.

_______, Estatuto do Idoso. Lei n.º 10.741, de 01/10/2003: Dispõe sobre o Estatuto do Idoso. Rio de Janeiro: Auriverde, 2003.

CALDAS, C.P. O idoso em processo de demência: o impacto na família. In: Minayo, M. C. de S; Coimbra JR; C.E.A. (Org). Antropologia, Saúde e Envelhecimento, Rio de Janeiro: Fiocruz, 2002.

FONTANELLA, B. J. B.; RICAS, J; TURATO, E. R. Amostragem por saturação em pesquisas qualitativas em saúde: contribuições teóricas. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro: ENSP/Fiocruz, 24 (1), jan, 2008, p. 17-27.

KARSCH, U. M. Cuidadores familiares de Idosos: parceiros da equipe de saúde Serviço Social & Sociedade nº 75, Ano XXIV Especial, São Paulo: Ed. Cortez, 2003, p. 103-113.

MINAYO, M. C. de S O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde 8. ed., São Paulo: Hucitec, 2004.

MOURA, M.L.S.; FERREIRA, M. C. Escolha da técnica de análise de dados. In; Projetos de pesquisa: elaboração, redação e apresentação. Rio de Janeiro; EDUERJ, 2005, p. 54-79.

NERI, A. L.; SOMMERHALDER, C. Avaliação subjetiva da tarefa de cuidar: ônus e benefícios percebidos por cuidadores familiares de idosos altamente dependência. NERI, A. L.(Org). Cuidar de Idosos no contexto familiar: questões psicológicas e socais. Campinas: Ed. Alínea, 2.ed., 2012, p. 97-136.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. Relatório sobre saúde no mundo 2001: Saúde mental, nova concepção, nova esperança. Geneva (Suíça):2001.

PEIXOTO, C. (Org.) Entre o estigma e as compaixões e os termos classificatórios: velho, velhote, idoso, terceira idade... In: (Org.) LINS de BARROS, M. M. de. Velhice ou terceira idade? Estudos antropológicos sobre identidade, memória e política. 3. ed., Rio de Janeiro: Editora: FGV, 2003.

PEREIRA, P. A. P. Formação em Serviço Social, política social e envelhecimento populacional. Ser Social, Brasília: UNB, n. 21, 2007, p.241-257.

__________________ Mudanças estruturais, política social e o papel da família: crítica ao pluralismo de bem estar. In: MIONE, A.S., MATOS, M. C. de, LEAL, M. C. (Org.) Política social, família e juventude: uma questão de direitos. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2010, p. 25-42.

ROSA, L. C dos S. Provimento de cuidado doméstico à pessoa com transtorno mental: a questão de gênero em evidência. In: VASCONCELOS, E. M. Abordagens psicossociais: reforma psiquiátrica e saúde mental na ótica da cultura e das lutas populares, v. 2, Perspectivas para o Serviço Social, São Paulo: Aderaldo & Rothschild, 2009, p. 183-205.

SANTOS, S. M. A. Idosos, família e cultura: um estudo sobre a construção do papel do cuidador. 2. ed., Campinas: Ed. Línea, 2006.

THOMPSON, E. P. Formação da Classe Trabalhadora Inglesa. [S.I.:s.n.], 1990.

Downloads

Publicado

2021-08-16