Análise da colonialidade de gênero através de práticas conceitualistas brasileiras
Brasil Nativo/Brasil Alienígena (1977), de Anna Bella Geiger; e Amor pela Ciência (2016), de Rosana Paulino
DOI:
https://doi.org/10.47456/col.v15i26.50682Palavras-chave:
arte; gênero; colonialidade; conceitualismos; políticaResumo
Este artigo explora trabalhos artísticos brasileiros produzidos sob a ótica dos conceitualismos latino-americanos, com ênfase em artistas mulheres. Nesse contexto, abordamos trabalhos de Anna Bella Geiger e Rosana Paulino, buscando reflexões que articulam temáticas de ordens subjetivas com questões estruturais, enredando o aspecto político e social das práticas conceitualistas com os atravessamentos identitários, no que concerne às questões de gênero e raça. Abordamos essas articulações através dos conceitos de colonialidade de gênero, da socióloga argentina Maria Lugones, possibilitando reflexões sobre como isso se redimensiona na poética das artistas e nas próprias condições políticas do social. Assim, a arte se configura como um dispositivo potente para investigar e denunciar as estratégias da colonização para subjugação e desumanização de culturas dissidentes.
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