Línguas e culturas guarani na universidade brasileira
DOI:
https://doi.org/10.47456/cl.v17i36.40236Palabras clave:
línguas guarani, culturas guarani, estudos da linguagemResumen
Tendo por base reflexões decoloniais, este estudo, de cunho qualitativo, tem como objetivo identificar e analisar produções acadêmicas de pesquisa em torno de línguas e culturas guarani em universidades brasileiras integrantes da Associação Grupo de Universidades Montevideo (AUGM). Num primeiro momento, apresentamos um panorama a respeito das línguas indígenas presentes na América Latina contemporânea, seguido da apresentação de um histórico das línguas guarani. Na seção seguinte, é apresentado um levantamento de produções de pesquisa em torno da língua e cultura guarani, realizadas em quinze universidades brasileiras, entre 2015 e 2020. A partir dos dados apresentados, propomos uma análise específica das pesquisas desenvolvidas na área de estudos da linguagem a respeito de línguas e culturas guarani.
Descargas
Referencias
ALENCAR, M. C. Eu acho que os índios não querem mais falar na linguagem por causa do preconceito, não é professora!: desafios na educação escolar intercultural bilíngue entre os Aikewara & Guarani-Mbya no sudeste do Pará. 2018. 383f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Linguística, Centro de Comunicação e Expressão, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2018.
AZZALI, A. C. A designação das línguas e sua distribuição para falantes na tríplice fronteira Brasil - Paraguai – Argentina. 2019. 165f. Dissertação ( Mestrado) - Programa de Pós-Graduação em Linguística, Centro de Educação e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2019.
BANIWA, G. L. Desafios no caminho da descolonização indígena. Novos Olhares Sociais, v. 2, nº 1, p. 41- 50, fevereiro, 2019.
BONFIM, F. Diversidade linguística no Brasil: a situação das línguas ameríndias. Caletroscópio, v. 4, n. Especial, 2016.
BRAGA, S. R. J. O convívio de línguas em Ciudad del Leste, Paraguai. 2015, 64f. TCC (Graduação em Letras) – Centro de Educação e Ciências Humanas, Departamento de Letras, Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2015.
CASTANHO, E. G. Entre a tradição e a tradução: representações sobre identidades e línguas da fronteira Brasil/Paraguai. 2016. 231f. Tese (Doutorado) - Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada, Instituto de Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2016.
CARVALHO, R. B. de. Análise morfológica da língua Kaiowá: fundamentos para uma gramática e dicionário bilíngue. 2018. 115 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Linguística, Instituto de Letras, Universidade de Brasília, Brasília, 2018.
EMGC, E. M. G. C. Caderno Mapa Guarani Continental: povos Guarani na Argentina, Bolívia, Brasil e Paraguai. / Equipe Mapa Guarani Continental - EMGC. Campo Grande, MS. Cimi, 2016.
FELIX, F, M. Guaranet: Experiências de contato e intercompreensão em guarani, português, espanhol e francês. 2016, 150f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Letras, Setor de Ciências Humanas, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2016.
FRUTOS, L. Aspectos sintáticos e semânticos da intensificação de grau no Guarani Paraguaio. 2016. 352f. Tese (Doutorado) Programa de Pós-Graduação em Semiótica e Linguística Geral, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade Federal de São Paulo, São Paulo, 2016.
GANDULFO, C. “Hablan poco guaraní, saben mucho”: investigación en colaboración con niños y maestros en un contexto bilingüe de Corrientes, Argentina. Signo y Seña, n. 29, pp. 79-102, 2016.
GEBELUCHA, D. Narrativas míticas guarani no Brasil: das belas palavras às experienciações míticas - vozes de resistência dos guarani contemporâneos. 2020. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Letras, Instituto de Letras, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2020.
GORSKI, C. Os jesuítas e as línguas no contexto colonial Brasil-África. 2018. 224f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação Interdisciplinas em Ciências Humanas, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2018.
GUEROLA, C. M. "Se nós não fosse guerreio nós não existia mais aqui": ensino-aprendizagem de línguas para fortalecimento da luta Guarani, Kaingang e Laklãnõ-Xokleng. 2017. 441f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Linguística, Centro de Comunicação e Expressão, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2017.
GUSTAFSON, B. Native languages and hybrid states: A political ethnography of Guarani engagement with bilingual education reform in Bolivia, 1989-1999. (Doctoral dissertation, Harvard University). 2002.
HAMEL, E. Enfrentando las estrategias del imperio: hacia políticas del lenguaje en las ciencias y la educación superior en América Latina. In: DINIZ, A. G. et al (eds.). Poéticas e políticas da linguagem em vias de descolonização, 2017. p. 229-261.
HAUGEN, E. The implementation of corpus planning: theory and practice. In: COBARRUBIAS, J.; FISHMAN, J. A. (Org.). Progress in language planning: international perspectives. Haia: Mouton, 1983. p.269-289.
MORELLO, R. (Org); SEIFFERT, A. P. (Org.). Inventário da Língua Guarani Mbya - Inventário Nacional da Diversidade Linguística. Florianópolis: IPOL: Editora Garapuvu, 2011.
KLOSS, H. Research possibilities on group bilingualism: a report. Québec: CIRB, 1969.
LOPEZ, L. E.; KÜPER, W. La educación intercultural bilingüe en América Latina: balance y perspectivas. Documento de trabalho. Revista Iberoamericana de Educación, n. 20, pp. 17-85, 1999.
LUSTIG, W. Mba’éichapa oika la guarani? Guarani y jopara em Paraguay. Papia (4) 2, 1996, pp. 19-43.
MELIÁ, B. La lengua guaraní del Paraguay: historia, sociedad y literatura. Madrid : MAPFRE, 1992.
MAIA, M. A revitalização de línguas indígenas e seu desafio para educação intercultural bilíngue. Tellus , ano 6, n. 11, p. 61-76, out. Campo Grande, 2006.
MARIANI, B. Colonização linguística; línguas, política e religião (Brasil, sécs. XVI a XVIII e Estados Unidos da América, século XVIII). Campinas, Pontes, 2004.
OLIVEIRA, B. de. “A gente tá apenas em construção, construindo nossa forma, tentando achar a forma ideal pra fazer uma educação diferenciada, e que nós queremos”: a Licenciatura Intercultural Indígena da UFSC e as políticas linguísticas. 2018. 113f. TCC (Graduação em Letras) – Centro de Comunicação e Expressão, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2018.
PORTILLO, D. E. D. Uma poética desterritorializada em mar paraguayo. 2018. 131f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Letras, Setor de Ciências Humanas, Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2018.
QUIJANO, A. Colonialidad del poder, cultura y conocimiento en América Latina. Ecuador Debate, Quito-Equador, ago. 1998.
RADÜNZ, D. L. Roça barroca: mundos torrentes. 2020. 131 f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Literatura, Centro de Comunicação e Expressão, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2020.
RAMIRES, D. Sintagmas Nominais no Kaiowá: expressão de número e (in)definitude. 2019. 50f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Linguística, Instituto de Letras, Universidade Brasília, Brasília, 2019.
RODRIGUES, A. D. Línguas indígenas: 500 anos de descobertas e perdas. D.E.L.T.A. 9(1):83-103. São Paulo, 1993.
RODRIGUES, A. D. Tarefas da lingüística no Brasil. Estudos Lingüísticos (Revista Brasileira de Lingüística Teórica e Aplicada), vol. 1, n. 1, p. 4-15, 1966.
RODRÍGUEZ-ALCALÁ, C. Lingua, nação e nacionalismo: um estudo sobre o guarani no Paraguai. 2000. 254p. Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da Linguagem, Campinas, São Paulo, 2000. Disponível em: https://hdl.handle.net/20.500.12733/1589966. Acesso em: 9 jan. 2023.
SCHADEN, E. Aspectos fundamentais da cultura Guaraní. 3. ed. São Paulo: Editora da Universidade de São. Paulo, 1974.
SILVA, S. R. Á. Da. “Com a flecha engatilhada”: rap e textualidade indígenas descolonizando as aulas de literatura. 2017. 90f. Dissertação (Mestrado) – Programa de Pós-Graduação em Letras, Instituto de Letras, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2017.
SPÓSITO, C. C. A transparência nas línguas da família Tupi-Guarani: guajá, kamaiurá, kokama e kaiowá. 2021. 201f. Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos, Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas, Universidade Estadual Paulista, São José do Rio Preto, 2021.
STUMPF, B. O.; SITO, L. R. S. . “Toda a história estava na língua”: Reflexões sobre línguas e linguagens em licenciaturas indígenas de brasil e colômbia. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 16, n. 1, p. 137–170, 2022. DOI: 10.22456/1982-6524.123714. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/espacoamerindio/article/view/123714. Acesso em: 28 mai. 2023.
TOLEDO, B. F.; MIRANDA, C. C. . Por que documentar e descrever línguas? A importância desses estudos para revitalização e fortalecimento de línguas indígenas brasileiras. Articulando e Construindo Saberes, Goiânia, v. 6, 2021. DOI: 10.5216/racs.v6.67284. Disponível em: https://revistas.ufg.br/racs/article/view/67284. Acesso em: 29 mai. 2023.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2023 Revista (Con)Textos Linguísticos

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.
Los autores ceden los derechos de autor del artículo a la editorial de la Revista (Con)Textos Linguísticos (Programa de Posgrado en Lingüística de la Ufes), si el envío es aceptado para publicación. La responsabilidad por el contenido de los artículos recae exclusivamente en sus autores. Queda prohibido el envío total o parcial del texto ya publicado en la revista a cualquier otro periódico.
Este trabajo está bajo Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.
