Ensino de química e inclusão: pensando outramente as práticas pedagógicas docentes
Resumo
As políticas e as práticas inclusivas, que se configuram como um imperativo de Estado, são postas em ação principalmente através da maquinaria escolar. Na medida em que ações inventam e colocam em circulação novos dispositivos, corroboram para a produção de subjetividades inclusivas. Dentro deste contexto, pretendemos perceber como os professores de química são subjetivados por meio do status de verdade da inclusão e como este imperativo se reflete em suas práticas pedagógicas. A coleta de dados foi realizada através de entrevistas narrativas e, para a análise das mesmas, optamos por formar conjuntos enunciativos. A partir deles, analisamos as posições sujeito que os professores ocuparam e os tipos de subjetividades que estas posições remeteram. Chegamos à conclusão que as posições adotadas pelos docentes são posturas beligerantes, de permanente transitoriedade, que culminam em experiências dessujeitantes e que, por sua vez, possibilitam a abertura de domínios de subjetividades ativas. Ao final, realizamos aproximações com a noção de função-educador, acreditando que para realizar seus atos criativos os professores entrevistados seguem, mesmo inconscientemente, a mesma linha proposta por esta função; e que ainda, tomando como premissa este operador, podemos pensar de outros modos a educação.
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