Adulteração de azeite de oliva e eficiência energética: inovações analíticas e perspectivas sustentáveis - uma revisão integrativa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21712/lajer.2025.v12.n3.p164-173

Palavras-chave:

azeite de oliva; adulteração; eficiência energética; sustentabilidade; métodos analíticos.

Resumo

A adulteração do azeite de oliva representa um desafio crescente à autenticidade, segurança alimentar e sustentabilidade do setor. Esta revisão integrativa analisou 18 estudos publicados entre 2023 e 2025, conforme critérios PRISMA, com foco em métodos analíticos aplicados à detecção de fraudes e sua relação com a eficiência energética. Foram avaliadas técnicas ópticas, magnéticas, cromatográficas e multissensoriais, de acordo com a sensibilidade, consumo energético, geração de resíduos, automação e ciclo de vida dos equipamentos. Os métodos NIR, TD-NMR e o sistema multissensorial se destacaram como os mais eficientes do ponto de vista energético, de acordo com os parâmetros analisados, com precisão superior a 90% e limites de detecção entre 2% e 5%. Técnicas convencionais, embora precisas, exigem maior infraestrutura e demanda energética, além de gerarem resíduos químicos. A integração com inteligência artificial foi recorrente, ampliando a robustez dos modelos preditivos. Apesar dos avanços, ainda existem lacunas como a dependência de laboratórios complexos, necessidade de validação industrial e escassez de dispositivos portáteis com alta precisão. Diante dessas limitações, as perspectivas futuras apontam para o desenvolvimento de sensores miniaturizados e sistemas analíticos autônomos, capazes de realizar processamento local e viabilizar análises rápidas, precisas, eficientes e sustentáveis em diferentes contextos produtivos e regulatórios. Resumo em máximo de 1.800 caracteres. Times New Roman, tamanho 11, espaçamento simples.

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Biografia do Autor

  • Dr. Felipe Ravelly Alves de Souza, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

    Doutor em Biotecnologia pelo INMETRO (2025) . Mestre em Biotecnologia - Universidade Federal de Pernambuco (2021). Engenheiro de Bioprocessos e Biotecnologia, pela Universidade Federal de Campina Grande - UFCG, no Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido - CDSA (2018); Técnico em instalação e manutenção de equipamentos de Informática e redes, pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba - IFPB (2012); Experiência com gestão da qualidade, manejo de resíduos (agro)industriais, engenharia metabólica, processos fermentativos, avaliação e desenvolvimento de biomateriais, síntese orgânica, Ressonância magnética nuclear e cromatografia.

  • Dra. Maristela de Araujo Vicente, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

    Possui graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Ouro Preto (1992), mestrado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Ouro Preto (2003) e doutorado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Ouro Preto (2007). Atualmente é professora Associada da Universidade Federal do Espírito Santo, locada no Departamento de Ciências Naturais. Leciona disciplinas de Química Analítica e Análise Instrumental. Tem experiência na área de Química Analítica, com ênfase em Instrumentação Analítica, atuando principalmente nos seguintes temas: preparo de amostra, petróleo, ultrassom, água, remediação. Possui 03 patentes de inovação nacional e 01 internacional.

  • Dra. Maria de Fátima Pereira dos Santos, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES

    Possui graduação de Bacharel em Química com Orientação Tecnológica (1990), Licenciatura em Química (1991) e aperfeiçoamento em Metodologia do Ensino Superior (1995) pela Fundação Técnico Educacional Souza Marques. Possui aperfeiçoamento na área de Engenharia de Petróleo pela Universidade Estácio de Sá, (2001), mestrado em Química Analítica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, (2004) e doutorado em Química Analítica pela Universidade Federal de Santa Maria, (2009). Foi professora de nível técnico e superior em instituições particulares, desde 1991. Foi Técnica em Química e Química na Gerência de Refino e pesquisadora na Gerência de Processamento Primário e Avaliação de Petróleo do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello, desde 1992. Foi consultora em normas da Associação Brasileiras de Normas Técnicas na comissão de estudos de combustíveis e produtos especiais. Participou em grupos de trabalhos na área de precisão de métodos e na área de qualidade segundo ISO 17025 no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, desde 2000. Participou em projetos de pesquisa com integração entre a Petrobras S.A e as seguintes Universidades : UFRJ, UFMA, UFSM, UFPI, UFRN e UNIT. Atualmente é professora Titular em Química Analítica do Petróleo. Coordenou o Programa de Pós-Graduação em Energia na Universidade Federal do Espírito Santo de 2016 até 2017. Tem experiência na área de Química do Petróleo, com ênfase em controle de qualidade , validação de métodos e caracterização utilizando técnicas de medidas físico-químicas, combustão, extração por solvente, gravimétricas, potenciométricas, fluorescência de Raios-X, infravermelho, ultravioleta, quimiluminescência e temogravimetria. Participa como membro permanente do PPGEN, Mestrado em ENERGIA, linha de pesquisa Petróleo, gás e energias renováveis. Atua principalmente no estudo dos seguintes temas: comportamento de misturas e determinações de parâmetros de solubilidade em petróleos Brasileiros, uso de energias alternativas de micro-ondas e ultrassom na separação de emulsões de petróleos pesados e no desenvolvimento, otimização e validação de métodos na caracterização de petróleos extrapesados, desenvolvimento de métodos para a determinação de propriedades Dielétricas e Elétricas em Petróleos e Emulsões de Petróleos. Em 10 de Novembro de 2016 foi homenageada pelo Laboratório de Análises Químicas Industriais e Ambientais da Universidade Federal de Santa Maria pelo incentivo à pesquisa e apoio ao CEPETRO. Possui quatro concessões de patentes e oito pedidos de depósitos de patentes de inovação tecnológica na área de petróleo. Destaca-se o deferimento pela Universidade Federal do Espírito Santo, integrante da 5 e 10 Patente publicada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). O invento da 10 Patente publicada refere-se à utilização de ondas ultrassônicas num processo sustentável de recuperação de óleo básico a partir de óleo lubrificante usado, com menor impacto ao meio ambiente. Em junho de 2024, fui indicada para compor o Comitê de Assessoramento de Bolsas de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (CA-DT).

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Publicado

29-11-2025

Edição

Seção

Eficiência Energética

Como Citar

Alves de Souza, F.R., de Araujo Vicente, M. e Pereira dos Santos, M. de F. (2025) “Adulteração de azeite de oliva e eficiência energética: inovações analíticas e perspectivas sustentáveis - uma revisão integrativa”, Latin American Journal of Energy Research, 12(3), p. 164–173. doi:10.21712/lajer.2025.v12.n3.p164-173.

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