Mulheres sob a necessidade de mudança nos hábitos alimentares: aspectos da vivência do diabetes mellitus

Autores

  • Jaqueline Alixandrina Marcelino Universidade de São Paulo
  • Leandro Penna Ranieri Universidade de São Paulo
  • Cristiano Roque Antunes Barreira Universidade de São Paulo
  • Anna Karenina Azevedo-Martins Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.47456/rbps.v22i2.18655

Palavras-chave:

Diabetes mellitus, Hábitos alimentares, Experiência de vida

Resumo

Introdução: Adotar um estilo de vida saudável é uma recomendação para o tratamento de diabetes mellitus (DM), tendo a mudança de hábito alimentar como uma etapa complexa, pois abrange aspectos socioculturais, emocionais e afetivos. Objetivo: Compreender como mulheres com DM vivenciaram a necessidade de mudança em seu hábito alimentar a partir do diagnóstico da doença. Métodos: Nesta pesquisa, de cunho qualitativo, foram entrevistadas cinco mulheres, participantes de um grupo de apoio, a respeito de suas experiências de alteração de hábitos de alimentação. As entrevistas foram gravadas, transcritas na íntegra e analisadas através da metodologia fenomenológica. Resultados: Observaram-se três momentos relacionados à mudança de hábito alimentar: antes, depois e o momento do diagnóstico. Os relatos apreendidos resultaram em três categorias para discussão: enfrentamento, recordação do diagnóstico e compartilhamento e convivência em grupo. Conclusão: O diagnóstico foi tão marcante que assumiu o primeiro plano da experiência vivida pelas entrevistadas, mas também se apresentou, ao lado do suporte do grupo de apoio, como um estímulo ao enfrentamento positivo e à aceitação da mudança de hábito alimentar.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Jaqueline Alixandrina Marcelino, Universidade de São Paulo

Bacharel em Gerontologia. Escola de Artes, Ciências e Humanidades. Universidade de São Paulo.

Leandro Penna Ranieri, Universidade de São Paulo

Doutor em Ciências; Pós-doutorando. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Universidade de São Paulo.

Cristiano Roque Antunes Barreira, Universidade de São Paulo

Doutor em Psicologia; Professor Associado e Diretor da Escola de Educação Física e Esporte de Ribeirão Preto. Universidade de São Paulo.

Anna Karenina Azevedo-Martins, Universidade de São Paulo

Doutora em Ciências; Professora Doutora I. Escola de Artes, Ciências e Humanidades. Universidade de São Paulo.

Referências

1. Gadamer H-G. O caráter oculto da saúde. Petrópolis, RJ: Vozes; 2011.
2. Schmidt MI et al. Doenças crônicas não transmissíveis no Brasil: carga e desafios atuais. The Lancet 2011; Saúde no Brasil:61-74.
3. Wild SH, Roglic G, Green A, Sicree R, King H. Global prevalence of diabetes: estimates for the year 2000 and projections for 2030. Diab Care 2004; 27(5):1047-53.
4. Lyra R, Silva RS, Montenegro Jr. RM, Matos MVC, Cézar NJB, Maurício-da- Silva L. Prevalência de diabetes melito e fatores associados em população urbana adulta de baixa escolaridade e renda do sertão nordestino brasileiro. Arq Bras Endocrinol Metab. 2010; 54(6):560-66.
5. Thompson SJ, Gifford SM. Trying to keep a balance: the meaning of health and diabetes in an urban Aboriginal community. Soc Sci Med 2000; 51(10):1457-72.
6. Barsaglini RA. As representações sociais do diabetes: um enfoque sócio antropológico. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2011.
7. Milech A. et al. Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2015-2016). São Paulo: A. C. Farmacêutica; 2016.
8. Johansson K, Österberg SA, Leksell J, Berglund M. Patients’ experiences of support for learning to live with diabetes to promote health and wellbeing: A lifeworld phenomenological study. Int J Qual Stud Health Well-being 2016; 11(1).
9. Francioni FF, Silva DGV. O processo de viver saudável de pessoas diabetes mellitus através de um grupo de convivência. Texto Contexto Enferm. 2007; 16(1):105-11.
10. Péres DS, Santos MA, Zanetti AAF. Dificuldades dos pacientes diabéticos para o controle da doença: sentimentos e comportamentos. Rev Latino-am Enferm. 2007; 27(6):1-8.
11. Ribeiro JP, Rocha SA, Popim RC. Compreendendo os significados de qualidade de vida segundo idosos portadores de diabetes mellitus tipo II. Esc Anna Nery. 2010; 14(4):765-71.
12. Oviedo AD, Boemer MR. A pessoa com diabete: do enfoque terapêutico ao existencial. Rev Esc Enferm USP. 2009; 43(4):744-51.
13. Neves E. Viver com (e apesar de) a doença: apontamentos sobre a experiência do adoecimento crônico entre diabéticos da Associação de Diabéticos de João Pessoa. Revista de Ciências Sociais 2015; (42):111-131.
14. Johansson K, Ekebergh M, Dahlberg K. A lifeworld phenomenological study of the experience of falling ill with diabetes. Int J Nurs Stud. 2009; 46(2):197-203.
15. Li J, Drury V, Taylor B. A systematic review of the experience of older women living and coping with type 2 diabetes. Int J Nurs Practice. 2013; 20(2):1-9.
16. Johansson K, Österberg SA, Leksell J, Berglund M. Manoeuvring between anxiety and control: Patients’ experience of learning to live with diabetes: A lifeworld phenomenological study. Int J Qualit Stud Health Well-being 2015; 10(1).
17. Tiedt JA, Sloan RS. Perceived Unsatisfactory Care as a Barrier to Diabetes Self-Management for Coeur d’Alene Tribal Members with Type 2 Diabetes. J Transcultural Nursing 2015; 26(3):287-293.
18. Whitty-Rogers J, Caine V, Cameron B. Aboriginal Women’s Experiences with Gestational Diabetes Mellitus. A Participatory Study with Mi’kmaq Women in Canada. Advances in Nursing Science 2016; 39(2):181-198.
19. Aghamohammadi-Kalkhoran M, Valizadeh S, Mohammadi E, Ebrahimi H, Karimollahi M. Health according to the experiences of Iranian women with diabetes: A phenomenological study. Nurs Health Sci. 2012; 14(3):285-91.
20. Barreira CRA, Ranieri LP. Aplicação de contribuições de Edith Stein à sistematização de pesquisa fenomenológica em psicologia: entrevista como fonte de acesso às vivências. In: Mahfoud M, Massimi M. Edith Stein e a Psicologia: Teoria e Pesquisa. Belo Horizonte: Artesã Editora; 2013. p. 449-66.
21. Martins GA, Theóphilo CR. Metodologia da investigação científica para ciências sociais aplicadas. São Paulo: Ed. Atlas; 2007.
22. Kralik D, Brown M, Koch T. Women's experiences of 'being diagnosed' with a long-term illness. J Adv Nurs. 2001; 33(5):594-602.
23. Aghamohammadi-Kalkhoran M, Valizadeh S. Fears and concerns of Iranian diabetic women: A phenomenological study. J Health Psychol 2016; 21(7):1322-1330.
24. Svenaeus F. The phenomenology of falling ill: an explication, critique and improvement of Sartre’s theory of embodiment and alienation. Hum Stud. 2009; 32(1):53-66.
25. Morris D. Diabetes, chronic illness and the bodily roots of Ecstatic Temporality. Hum Stud. 2008; 31(4):399-421.
26. Santos WB, Neves EM. Ser diabético: Estudo sobre a Construção de Identidade na Associação de Diabéticos de João Pessoa – ADJP. Caos – Revista Eletrônica de Ciências Sociais 2011; (18):32-41.
27. Maffacciolli R, Lopes MJM. Educação em saúde: a orientação alimentar através de atividades em grupo. Acta Paul Enferm. 2005; 18(4):439-45.
28. Pinheiro CPO, Silva RM, Mamede MV, Fernandes AFC. Participação em grupo de apoio: experiência de mulheres com câncer de mama. Rev Latino-Am Enferm. 2008; 16(4):733-38.
29. Kneck A, Klang B, Fagerberg I. Learning to live with diabetes – integrating an illness or objectifying a disease. J Adv Nurs. 2012; 68(1):2486-95.

Arquivos adicionais

Publicado

11-03-2021

Como Citar

Marcelino, J. A., Ranieri, L. P., Barreira, C. R. A., & Azevedo-Martins, A. K. (2021). Mulheres sob a necessidade de mudança nos hábitos alimentares: aspectos da vivência do diabetes mellitus. Revista Brasileira De Pesquisa Em Saúde Brazilian Journal of Health Research, 22(2), 48–57. https://doi.org/10.47456/rbps.v22i2.18655

Edição

Seção

Artigos originais