Identificação dos riscos laborais: estudo de caso em uma indústria de cosméticos
DOI:
https://doi.org/10.47456/bjpe.v11i4.50053Palavras-chave:
Gestão de riscos ocupacionais, Matriz de risco, Matriz de priorizaçãoResumo
A segurança do trabalho tem evoluído no Brasil desde o século XX, impulsionada pela necessidade de proteger os trabalhadores, que viviam condições laborais precárias e acidentes de trabalho recorrentes. Alguns marcos significativos dessa evolução são a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e a implementação das Normas Regulamentadoras (NRs), a partir da década de 1970. Nesse contexto, a adoção de ferramentas como o mapa de risco e as matrizes de risco e priorização são de exímia importância. Assim, o objetivo deste estudo foi realizar um levantamento de riscos em ambientes laborais de uma indústria de cosméticos, avaliá-los e estabelecer critérios de priorização para o tratamento destes. A metodologia adotada foi quali-quantitativa, coletando dados de forma abrangente e in loco, comparando-os com a literatura existente. Os resultados mostraram alto grau de uniformidade na percepção dos riscos e a utilização da matriz de risco foi essencial para classificar o nível, onde foi observado que não há nenhum muito alto. As etapas de desenvolvimento do mapa de risco e da avaliação de priorização destes contaram com a participação dos trabalhadores, indicando que sobrecarga mental, alto nível de concentração e risco de incêndio devem ser priorizados.
Downloads
Referências
Associação Brasileira de Normas Técnicas. (2008). NBR 16401-2: Instalações de ar-condicionado – Sistemas centrais e unitários – Parte 2: Parâmetros de conforto térmico. ABNT. http://ftp.demec.ufpr.br
Associação Brasileira de Normas Técnicas. (2017). NBR ISO 10152: Acústica — Níveis de pressão sonora em ambientes internos a edificações. ABNT. https://www.normas.com.br
Associação Brasileira de Normas Técnicas. (2018). NBR ISO 31000: Gestão de riscos — Diretrizes. ABNT. https://www.normas.com.br
Albuquerque, D. F. F., Nóbrega, J. A., Melo, R. H. F., & Pires, C. A. (2018). Gerenciamento de riscos físicos em ambiente fabril de calçados. Revista Gestão Industrial, 14(4), 19–35. https://periodicos.utfpr.edu.br
Andre, M. V. C., Santos, C. P., & Rocha, L. O. (2023). Aplicação do mapa de risco: Um estudo em uma indústria fabricante de tintas. In Anais do 43º Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP). ABEPRO. https://revistas.ufpr.br/wp/
Assunção, A. R. B., Silva, M. R., Rosa, R. de O., & Campeão, P. (2019). Estudo de caso na pró-reitora de gestão de pessoas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul: Análise através da matriz de risco. Revista de Gestão e Secretariado, 10(2), 140–170. https://ojs.revistagesec.org.br
Batista, B., et al. (2021). Técnicas de recolha de dados em investigação: Inquirir por questionário e/ou inquirir por entrevista. Reflexões em torno de Metodologias de Investigação: Recolha de dados, 2, 13–36. https://doi.org/10.34624/ka02-fq42
Bastos, J. E. de S., Sousa, J. M. de J., Silva, P. M. N. da, & Aquino, R. L. de. (2023). O uso do questionário como ferramenta metodológica: Potencialidades e desafios. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 5(3), 623–636. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2023v5n3p623-636
Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. (2022). Norma Regulamentadora nº 5: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) [Portaria MTP nº 4.219/2022]. Diário Oficial da União. https://www.gov.br/trabalho-e-emprego
Brasil. Ministério do Trabalho e Emprego. (2022). Norma Regulamentadora nº 17: Ergonomia [Portaria MTP nº 4.219/2022]. Diário Oficial da União. https://www.gov.br
Campos, L. D., Pinto, E., Aquino, C. R. C., Costa, G. S. da, Rodrigues, Y. G., & Thode Filho, S. (2021). Levantamento preliminar de riscos ocupacionais: Uma aplicação na base onshore de empresa do segmento de hotelaria marítima. Alimentos: Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, 2(12). Recuperado de https://revistascientificas.ifrj.edu.br
Cevada, L. Z., & Damy-Benedetti, P. de C. (2022). Uso da matriz de priorização (matriz GUT) como aliada em auditorias. Revista Científica Unilago, 1(1), 1–9. Recuperado de https://revistas.unilago.edu.br
Chagas, V. J. (2021). Modelo de decisão para priorização de ações sanitárias, infraestrutura e saneamento à COVID-19 (Dissertação de Mestrado, Universidade do Vale do Rio dos Sinos). Recuperado de https://repositorio.jesuita.org.br
Cuogo, F. C. (2012). Reflexo da Terceira Revolução Industrial na sociedade informacional e sua relação com a educação à distância (Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUI). Recuperado de https://bibliodigital.unijui.edu.br
Fundacentro. (2018). Normas de Higiene Ocupacional: Avaliação dos níveis de iluminamento em ambientes internos de trabalho (NHO 11). Recuperado de http://antigo.fundacentro.gov.br
Gil, A. C. (2019). Métodos e técnicas de pesquisa social (7. ed.). Atlas.
Girardi, G., & Sellitto, M. A. (2021). Medição e reconhecimento do risco físico ruído em uma empresa da indústria moveleira da serra gaúcha. Estudos Tecnológicos, 7(1), 12–23. Recuperado de https://revistas.unisinos.br
Hennessy, S., Howe, C., Mercer, N., et al. (2020). Coding classroom dialogue: Methodological considerations for researchers. Learning, Culture and Social Interaction, 25, 100404. https://doi.org/10.1016/j.lcsi.2020.100404
Hinterholz, B. (2013). Análise acerca da percepção sobre os riscos no trabalho com colaboradores de uma indústria moveleira da região oeste do Paraná (Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Tecnológica Federal do Paraná). Recuperado de http://repositorio.utfpr.edu.br
Instituto Nacional de Meteorologia. (2020). Normais climatológicas do Brasil (1991–2020). INMET. Recuperado de https://portal.inmet.gov.br/normais/
Jaime, I. de S., & Blumenschein, R. N. (2023). Gerenciamento da informação BIM: Processos de compatibilização de projetos e matriz de priorização. In Anais do 4º Workshop de Tecnologia de Processos e Sistemas Construtivos (TECSIC). https://doi.org/10.46421/tecsic.v4.2704
Júnior, F. L. B., Oliveira, D. M. de, Ribeiro, S. E. C., Braga, R. P., Bremer, C. F., & Ribeiro, M. C. C. (2023). Elaboração e aplicação de matriz de riscos para a concepção e execução de obras públicas. Revista de Gestão e Secretariado, 14(6), 8897–8919. Recuperado de https://ojs.revistagesec.org.br
Kira, C. S., & Fonseca, L. G. (2020). Processo de implantação da gestão de riscos em um laboratório de saúde pública. Vigilância Sanitária em Debate, 8(1), 31–39. https://doi.org/10.22239/2317-269X.01319
Lago, L. (2023). Sobre metodologia e métodos para análise da interação discursiva em sala de aula: Uma discussão entre abordagens quantitativa e qualitativa. Educação em Revista, 39, e41747. https://doi.org/10.1590/0102-469841747
Leite, K. S., Silva, A. K. B. da, Caldas, A. H. M., Muniz, D. D., & Santos, E. B. C. (2018). Análise de riscos ocupacionais através de ferramentas gerenciais: Estudo de caso em laboratório de tecnologia de alimentos. Brazilian Journal of Development, 4(7), 3959–3974. Recuperado de https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/438
Li, Y., & Guldenmund, F. W. (2018). Safety management systems: A broad overview of the literature. Safety Science, 103, 94–123. Recuperado de https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0925753517309463
Lira, R. V. B. (2022). Implementação de gestão de riscos em processos na gestão da qualidade da Hemobrás (Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Federal de Pernambuco). Recuperado de https://repositorio.ufpe.br/
Lisboa, R. S. (2021). Riscos inerentes da indústria química: A importância da implantação de medidas de segurança e saúde do trabalho no ambiente ocupacional (Trabalho de Conclusão de Curso, Universidade Federal de Alagoas). Recuperado de https://www.repositorio.ufal.br
Maciel, M. R. A., Fonseca, A. R., Braga, F. A., & Corgozinho, B. M. S. (2011). Socioeconomic characterization of the temporary worker of the sugar-cane industry in Lagoa da Prata, Minas Gerais, Brazil. Sociedade & Natureza, 23(2), 335–343. https://doi.org/10.1590/S1982-45132011000200015
Mangas, T. P., & Freitas, L. de. (2020). Visita técnica como metodologia de ensino-aprendizagem: Um estudo de caso no Instituto Federal do Pará. Research, Society and Development, 9(9), e421997229. Recuperado de https://rsdjournal.org/
Marconi, M. de A., & Lakatos, E. M. (2017). Fundamentos de metodologia científica (8ª ed.). Atlas.
Melo, N. J. G. de. (2023). A importância da segurança do trabalho. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 9(3), 901–909. https://doi.org/10.51891/rease.v9i3.8903
Mendonça, G. de S., et al. (2018). Evolução histórica da saúde ocupacional. Ciência Atual, 11(1), 8–16. Recuperado de https://revista.saojose.br/
Mira, B. O. (2024). Uso da matriz GUT na priorização de problemas que podem impactar na potencialização de cliente. Tekhne e Logos, 15(1). Recuperado de http://revista.fatecbt.edu.br
Moura, E. V. de, Oliveira, H. do V. de, & Moura, A. A. V. de. (2024). Visita técnica como espaço pedagógico: Contribuições da psicologia histórico-cultural e da pedagogia histórico-crítica em um curso superior de Tecnologia em Gestão de Turismo. Revista Nova Paideia — Revista Interdisciplinar em Educação e Pesquisa, 6(3), 1101–1113. https://doi.org/10.36732/riep.v6i3.610
Novaski, V., Freitas, J. L., & Billig, O. A. (2020). Aplicação de matriz GUT e gráficos de pareto para priorização de perdas no processo produtivo de uma panificadora. Revista Internacional de Pesquisa em Desenvolvimento, 10(11), 42203–42207. Recuperado de https://www.journalijdr.com/
Oliveira, M. F. (2011). Metodologia científica: Um manual para a realização de pesquisas em administração. Universidade Federal de Goiás, Campus Catalão. Recuperado de https://files.cercomp.ufg.br
Project Management Institute. (2017). Um guia do conjunto de conhecimentos em gerenciamento de projetos: Guia PMBOK (6ª ed.). Project Management Institute.
Quevedo, T. L., et al. (2022). Segurança do trabalho: Estudo de caso em uma indústria de próteses de mão biônica. In Anais do Congresso Internacional de Engenharia Mecânica e Industrial (CONEMI). CREA-SP. Recuperado de https://www.even3.com.br
Santana, A. C. de A., Narciso, R., & Fernandes, A. B. (2025). Explorando as metodologias científicas: Tipos de pesquisa, abordagens e aplicações práticas. Caderno Pedagógico, 22(1), e13333. https://doi.org/10.54033/cadpedv22n1-130
Santos, J. R., & Henriques, S. (2021). Inquérito por questionário: Contributos de conceção e utilização em contextos educativos. Recuperado de https://repositorioaberto.uab.pt/
Santos, R. V. (2011). Análise preliminar de riscos em um setor da indústria química (Trabalho de Conclusão de Curso de Especialização, Universidade Tecnológica Federal do Paraná). Recuperado de https://repositorio.utfpr.edu.br
Scaldelai, V. S., et al. (2009). Manual prático de saúde e segurança no trabalho (1ª ed.). Yendis Editora.
Silva, V. M. da, Pontes, D. O., Pereira, P. P. S., Monteiro, J. C., & Cruz, M. N. (2021). Evaluation of working conditions at a central sterile services department in northern Brazil. Revista Brasileira de Medicina do Trabalho, 19(4), 472–481. https://doi.org/10.47626/1679-4435-2021-623
Snell, J., & Leftein, A. (2011). Computer-assisted systematic observation of classroom discourse & interaction (Working Papers in Urban Language and Literacies, No. 77). King’s College London. Recuperado de https://www.researchgate.net/publication/256905997_Computer-assisted_systematic_observation_of_classroom_discourse_interaction_Technical_report_on_t
Tashakkori, A., & Teddlie, C. (1998). Mixed methodology: Combining qualitative and quantitative approaches. SAGE Publications.
Travassos, F. L. D., Roberto, J. C. A., & Almeida, V. da S. (2024). O uso da matriz de risco como ferramenta na elaboração do gerenciamento de risco ocupacional. Cuadernos de Educación y Desarrollo, 16(11), e6222. Recuperado de https://ojs.cuadernoseducacion.com
Trivelato, G. da C. (2025). Critérios e procedimentos para a identificação de perigos e avaliação de riscos [Material complementar do Webinar 03 – Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais – Nova NR 01]. FUNDACENTRO. Recuperado de https://www.gov.br/fundacentro/
Vasconcelos, F. M. de, Maia, L. R., Almeida Neto, J. A. de, & Rodrigues, L. B. (2015). Riscos no ambiente de trabalho no setor de panificação: Um estudo de caso em duas indústrias de biscoitos. Gestão & Produção, 22(3), 565–589. https://doi.org/10.1590/0104-530X0713-13
Ventura, M. M. (2007). O estudo de caso como modalidade de pesquisa. Revista da SOCERJ, 20(5), 383–386. Recuperado de http://sociedades.cardiol.br
Vicente, J. C. da S., Rocha, A. M. da, Lima, F. C. G. de, Augusto, H. F., Silva, E. M. da, Vicente, J. D. da S., & Júnior, J. A. da S. C. (2021). Estudo observacional dos riscos ambientais em laboratório de pesquisa em Recife/PE. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 13(2), e5477. https://doi.org/10.25248/reas.e5477.2021
Vieira, A. A., & Brahan, M. C. M. (2020). Gestão de riscos de saúde e segurança ocupacional em uma indústria de laticínios. Pesquisa, Sociedade e Desenvolvimento, 9(7), e416973779. https://doi.org/10.33448/rsd-v9i7.3779
Yin, R. K. (2015). Estudo de caso: Planejamento e métodos (5ª ed.). Bookman.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2025 Lira, A. C. R., Pereira, M. E. L., & Colvero, D. A

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Todos os trabalhos publicados na Brazilian Journal of Production Engineering (BJPE) estão licenciados sob a Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional (CC BY 4.0).
Isso significa que:
-
Qualquer pessoa pode copiar, distribuir, exibir, adaptar, remixar e até utilizar comercialmente os conteúdos publicados na revista;
-
Desde que sejam atribuídos os devidos créditos aos autores e à BJPE como fonte original;
-
Não é exigida permissão adicional para reutilização, desde que respeitados os termos da licença.
Esta política está em conformidade com os princípios do acesso aberto, promovendo a ampla disseminação do conhecimento científico.


2.png)

























































