Rede de afetos
uma experiência arte-educativa com objetos do cotidiano
DOI:
https://doi.org/10.47456/col.v15i26.50626Palavras-chave:
memória; rede afetiva; espaço; arte; experiênciaResumo
Conforme o autor Jacques Le Goff, a memória está relacionada à constituição de identidades, tanto no plano individual quanto no coletivo, atuando como um elemento fundamental na construção do sentimento de pertencimento. A fim de explorar de maneira concreta as articulações entre memória e esquecimento, vivências humanas e espaço, o presente estudo propõe que de alguma forma, cada pessoa possui ou já possuiu alguns objetos afetivos guardados, esquecidos até então, porém preciosos quando novamente encontrados e contemplados por seu portador. Tais objetos, embora desprovidos de valor monetário ou relevância para terceiros, são lembranças de experiências íntimas que adquirem um valor simbólico para quem os experienciou. Para argumentar essa questão, o texto explora propostas artísticas dos quais artistas capixabas evidenciam objetos do cotidiano como portadores de memória e identidade. Além disso, foi desenvolvida uma proposta arte educativa com estudantes de pós graduação, em que objetos do cotidiano foram entrelaçados em um único fio de barbante, formando uma rede simbólica de memórias compartilhadas, representando a tessitura coletiva das vivências ali reunidas entre os participantes.
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