Oficina terapêutica de imaginação
DOI:
https://doi.org/10.30712/guara.v0i11.21171Palavras-chave:
Oficinas terapêuticas, RPG, Adolescência, Imaginação, Saúde mentalResumo
Este artigo se propõe a realizar uma reflexão teórica a partir do relato das Oficinas Terapêuticas de Imaginação, que fazem parte de um interprojeto do Programa de Extensão Cada Doido com Sua Mania (CDSM), as Oficinas Terapêuticas para Adolescentes, da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), que visam oferecer à comunidade um serviço importante no tratamento em saúde mental infantojuvenil. O espaço coletivo das oficinas terapêuticas é um importante dispositivo de saúde mental, dado que pode ser utilizado para que a angústia e outras formas de sofrimento psíquico sejam elaboradas. É utilizado como recurso terapêutico o jogo de interpretação de papéis – o RPG (Role Playing Games) – no qual os participantes criam seus personagens com o objetivo de expressarem suas demandas. A aposta é que o jogo funcione como um suporte simbólico para elaboração dos impasses da adolescência. Tem se observado uma diminuição do sofrimento psíquico dos pacientes e dos conflitos esperados nessa fase da vida. Nos últimos dezoito meses foram realizados 182 atendimentos nessas oficinas. Os extensionistas adquirem uma experiência valiosa ao longo da formação ao acompanharem o processo terapêutico desde o acolhimento dos pacientes, passando pelo exame psíquico e pela construção do projeto terapêutico em reunião de equipe interdisciplinar.
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