O mito e seu valor pedagógico sob o olhar de licenciandos em pedagogia
DOI:
https://doi.org/10.47456/krkr.v1i6.28861Resumo
A predominância da ausência de linguagem simbólica no contexto atual, inclusive, no que concerne à compreensão do próprio homem, incide na invisibilidade da função educativa do mito. Diante dessa hipótese, este artigo tem como objetivo compreender, no contexto do curso de Licenciatura em Pedagogia da Faculdade de Educação da Universidade do Estado de Minas Gerais, Campus Universitário de Belo Horizonte (FaE/UEMG-CBH), o lugar que o mito ocupa no processo de ensino-aprendizagem dos anos elementares. Ancora-se em teóricos clássicos e em mitólogos contemporâneos na tentativa de compreender o mito como essencial para o despertar da consciência humana. A revisão bibliográfica e a pesquisa de campo foram os instrumentos metodológicos adotados. Dentre os resultados, constatamos que os discursos dos sujeitos acerca da relação entre mito e educação, bem como, suas concepções, não se traduzem nas respostas desses mesmos sujeitos no que concerne à efetiva configuração do mito nos anos escolares.
Palavras-chave: Despertar. Função educativa. Mito. Pedagogia.
Referências
A consciência individual se nutre dos signos, cresce a partir deles, reflete em si a sua lógica e as suas leis. A lógica da consciência é a lógica da comunicação ideológica, da interação sígnica de uma coletividade. Se privarmos a consciência do seu conteúdo sígnico ideológico, não sobrará absolutamente nada dela. A consciência apenas pode alojar-se em uma imagem, palavra, gesto significante etc. Fora desse material resta um ato fisiológico puro, não iluminado pela consciência, isto é, não iluminado nem interpretado pelos signos. (VOLÓCHINOV, 2017, p. 97-98).
a ordem metodologicamente fundamentada para o estudo da língua deve ser a seguinte: 1) Formas e tipos de interação discursiva em sua relação com as condições concretas; 2) formas dos enunciados ou discursos verbais singulares em relação estreita com a interação da qual são parte, isto é, os gêneros dos discursos verbais determinados pela interação discursiva na vida e na criação ideológica; 3) partindo disso, revisão das formas da língua em sua concepção linguística habitual” (VOLOCHINOV, 2017, p. 220).
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