O fechamento de escolas do campo no Brasil: da totalidade social a materialização das diretrizes neoliberais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47456/krkr.v1i4.31790

Resumo

A escola/educação do campo deve ser destinada ao processo formativo pautado na construção de uma educação para todos os sujeitos e não somente a favor de uma classe. Com base nessa concepção, este texto apresenta resultados de uma pesquisa de mestrado e tem por objetivo revelar e compreender criticamente a política de fechamento de escolas do campo no Brasil, por meio de um processo histórico entre conquistas e retrocessos de políticas públicas para/na Educação do Campo. O ordenamento metodológico da pesquisa foi organizado por meio da abordagem qualitativa, com orientação no método do Materialismo Histórico Dialético, em que leis, resoluções, decretos, dados publicados em sites e órgãos oficiais sobre a educação do campo e o fechamento de escolas do campo no Brasil foram analisados e sistematizados. Concluímos que o fechamento de escolas do campo está baseado em um projeto de sociedade da e para a classe dominante, em que o Estado é cumplice por meio de seus arranjos políticos. Pelo oposto disto, defendemos uma escola do campo pautada na relação harmoniosa e justa com Terra como lugar de conhecimento, produção e sociabilidade humana.

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Biografia do Autor

Vanessa Costa dos Santos, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

Mestre em Ensino pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB (2019); Graduada em Geografia pela UESB (2016). Participa como Pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação do Campo (GEPEC) - CNPq - UESB e do Grupo de Estudos e Pesquisas em Movimentos Sociais e Educação do Campo e da cidade (GEPEMDECC) - CNPq - UESB. Desenvolve estudos e pesquisas em temáticas sobre o Neoliberalismo, Fechamento de escolas do campo, Políticas Públicas Educacionais, Educação do Campo e Movimentos Sociais.

Fátima Moraes Garcia, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB

Professora titular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia/UESB. Doutora em Educação, Cultura e Tecnologia pelo PPGE/UFPR e Pós-doutorado pelo PPGE/FACED/UFBA. Mestre em Ciência do Movimento Humano pelo PPGCMH/UFSM. Licenciada em Educação Física pela UFSM. Professora e Orientadora do Programa de Pós-Graduação em Ensino da UESB. Coordenadora do Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação do Campo – GEPEC/CNPq/UESB. Desenvolve estudos e pesquisas em temáticas que tratam de Educação, Educação Física, Trabalho, Políticas Educacionais, Educação do Campo, Escola e Movimentos Sociais.

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Publicado

29-10-2020

Edição

Seção

Dossiê: Educação do Campo: processos formativos no Espírito Santo e no Brasil