Identidade e pertencimento no trabalho de empreendedoras e faccionistas no setor de moda íntima
DOI:
https://doi.org/10.47456/regec.2317-5087.2026.15.1.46920.67.89Palavras-chave:
identidade no trabalho, mulher, associativismo, empreendedoras, faccionistasResumo
O objetivo deste trabalho é compreender o trabalho como fonte de desenvolvimento pessoal, pertencimento e constituição de identidades de empreendedoras e faccionistas no setor de moda íntima. A estratégia metodológica foi qualitativa e descritiva. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e tratados a partir da análise de conteúdo. Os resultados indicam que a relação das mulheres com o trabalho perpassa a dimensão do pertencimento e é fator preponderante na construção de suas identidades. Quando se comparam as realidades das faccionistas e das empreendedoras, há presença de pertencimento e valor social por meio do trabalho, mais evidente entre as empreendedoras. A contribuição deste estudo está em discutir a realidade de um contexto socioeconômico com desafios específicos, apontando as diferenças de possibilidades e desafios do trabalho feminino relacionados a dois grupos: empreendedoras e faccionistas, além de aprofundar a discussão sobre identidade no trabalho e pertencimento.
Referências
Araújo, A. M. C., & Amorim, E. R. A. (2002). Redes de subcontratação e trabalho a domicílio na indústria de confecção: um estudo na região de campinas. Cadernos Pagu [Online], 17– 18, 267–310. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/cpa/n17-18/n17a10.pdf
Araújo, A. C., & Macedo, K. G. (2023). Análise sobre os desafios enfrentados pelas mulheres no mercado de trabalho. RECIMA21-Revista Científica Multidisciplinar-ISSN 2675-6218, 4(5), e453123-e453123, 1-12. Recuperado de https://recima21.com.br/index.php/recima21/article/view/3123
Ashforth, B. E., & Mael, F. (1989). Social identity theory and the organization. The Academy of Management Review, 14(1), 20–39. Recuperado de http://www.jstor.org/stable/258189
Bardin, L. (2012). Análise de conteúdo. Recuperado de papers3://publication/uuid/10B631A3-F3E8-4655-A129-06CC0AAEC012
Beuron, T. A., Matos, R. D. de, Barros, A. S. de, & Grohmann, M. Z. (2011). Trabalho, poder e identidade: o caso de uma associação autogestionária familiar de produção agrícola. Revista Do Mestrado Em Administração e Desenvolvimento Empresarial Da Universidade Estácio de Sá, 15(2), 63–81. Recuperado de https://mestradoedoutoradoestacio.periodicoscientificos.com.br/index.php/admmade/article/view/72
Bignetti, B., Santos, A. C., Hansen, P. B., & Henriqson, E. (2021). The influence of entrepreneurial passion and creativity on entrepreneurial intentions. RAM. Revista de Administração Mackenzie, 22(2), eRAMR210082, 1-32. Recuperado de https://www.scielo.br/j/ram/a/fVh5G49kLY97CF3VrPTK5DS/
Bispo, D. de A., Dourado, D. C. P., & Amorim, M. F. da C. L. (2013). Possibilidades para dar sentido ao trabalho além do difundido pela lógica do mainstream: um estudo com indivíduos que atuam no âmbito do movimento hip hop. Organizações & Sociedade, 20(67), 699–713. Recuperado de https://www.scielo.br/j/osoc/a/rNmRbvNkLFJGQZ8B4y5n9Fc/?lang=pt
Brecht, S., & Le Loarne, S. (2023). High-growth women entrepreneurs and work-life balance: Challenging gendered assumptions and perceived work/life practices. In Proceedings of The Twelfth International Conference on Engaged Management Scholarship, 1-30, disponível em SSRN: Recuperado de https://ssrn.com/abstract=4322701 ou http://dx.doi.org/10.2139/ssrn.4322701
Brito, V. da G. P., Marra, & Carrieri, A. de P. (2012). Práticas discursivas de trabalhadores terceirizados e construções sociais da identidade de exclusão. Revista de Ciências da Administração (CAD/UFSC), 14, 77–91. Recuperado de http://dx.doi.org/10.5007/2175-8077.2012v14n32p77%5Cn21758077
Cantarotti, A. (Unesp). (2017). Questões identitárias: o secretariado executivo e as atividades tradutórias. GeSec - Revista de Gestão e Secretariado, São Paulo, v. 8, n. 1, p 168-184,jan./abr. Recuperado de https://doi.org/10.7769/gesec.8i1.595
Carrieri, A. D. P., Santos, J. V. P. dos, Pereira, V. F., & Martins, T. S. (2016). Pesquisa histórica em Administração: a (re)construção identitária da Galeria do Ouvidor em Belo Horizonte (MG). Revista de Ciências da Administração, 9–22. Recuperado de https://www.redalyc.org/pdf/2735/273548892002.pdf
Carrieri, A. de P., Maranhão, C. M. S. de A., Murta, I. B. D., & Souza, M. M. P. de. (2009). De camelô a empreendedor? O impacto da mudança espacial na identidade dos ambulantes. Gestão. Org Revista Eletrônica de Gestão Organizacional, 7(2), 273–291. Recuperado de http://www.anpad.org.br/diversos/trabalhos/EnANPAD/enanpad_2007/EOR/EORB3219.pdf
Carrieri, A. de P., Silva, A. R. L. da, Souza, M. M. P. de, & Pimentel, T. D. (2001). Contribuições da análise do discurso para os estudos organizacionais. Revista Economia & Gestão, 6(12), 1-22. Recuperado de http://periodicos.pucminas.br/index.php/economiaegestao/article/view/34/29
Carvalhal, T. B. (2005). Trabalho produtivo a domicílio e trabalho reprodutivo doméstico em Marechal Cândido Rondon (PR): horizontalização do capital e as novas expressões da dinâmica territorial do trabalho precarizado feminino no século XXI. Revista Pegada. 6(2), 85-100. Recuperado de http://revista.fct.unesp.br/index.php/pegada/article/view/1317
Carvalhal, T. B. (2012). A descentralização da produção por meio do trabalho domiciliar em Terra Roxa/PR. Revista Pegada, 10(1), 1-15. Recuperado de http://revista.fct.unesp.br/index.php/pegada/article/view/1679/1614
Carvalhal, T. B., & Thomaz Júnior, A. (2012). O trabalho domiciliar das mulheres em Terra Roxa/PR: o caracol reencontra sua concha. Revista Pegada, 13(1), 4-21. Presidente Prudente/SP. Recuperado de http://revista.fct.unesp.br/index.php/pegada/article/view/1744/1891
Castells, M. (1999). Paraísos comunais: identidade e significado na sociedade em rede. In O poder da identidade - Volume II. São Paulo: Paz e Terra. Recuperado de https://identidadesculturas.files.wordpress.com/2011/05/castellsm-o-poder-da-identidade- cap-1.pdf
Ciampa, A. da C. (1987). A Estória do Severino e a história da Severina: um ensaio de psicologia social. (Brasiliense, Ed.). São Paulo.
Correa, M. V. P., & Lourenço, M. L. (2016). A constituição da identidade dos professores de pós-graduação stricto sensu em duas instituições de ensino superior: um estudo baseado nas relações de poder e papéis em organizações. Cadernos EBAPE.BR FGV, 14(4), 858-871. Recuperado de https://www.scielo.br/j/cebape/a/FP9fxqBJGbP9Zxtqtrvv7sH/abstract/?lang=pt
Cramer, L., Cappelle, M. C. A., Andrade, Á. L. S., & Brito, M. J. de. (2012). Representações femininas da ação empreendedora: uma análise da trajetória das mulheres no mundo dos negócios. Revista de Empreendedorismo e Gestão de Pequenas Empresas, 1(1), 53–71.
Dubar, C. (2012). A construção de si pela atividade de trabalho: a socialização profissional. F. Machado (Trad.). Cadernos de Pesquisa, 42(146), 351–367. Recuperado de https://doi.org/10.1590/S0100- 15742012000200003
Eagly, A. H., & Karau, S. J. (2002). Role congruity theory of prejudice toward female leaders. Psychological Review, 109(3), 573–598. Recuperado de https://doi.org/10.1037/0033-295X.109.3.573
Eisenhardt, K. M. (1989). Building Theories from Case Study Research. Academy of Management Review, 14(4), 532-550. Recuperado de https://www.jstor.org/stable/258557?seq=1
Enoque, A. G., Borges, A. F., & Saraiva, L. A. S. (2015). “Minha casa, meu trabalho...”: trabalho domiciliar na indústria de confecções de Goiás. Teoria e Prática Em Administração, 5(1), 130–158. Recuperado de https://periodicos.ufpb.br/index.php/tpa/article/view/19096/13550
Enoque, A. G., & Pimenta, S. M. (2005). “A fábrica e a casa”. Configurações do trabalho na indústria calçadista de Nova Serrana/MG. Revista de Administração Da FEAD, 2(1), 55–72.
Ettinger, V. M. T. de M., Júnior, G. J., Setenta, A. M., & Cavalcante, A. L. (2015). Cultura, identidade e gênero: tecendo a rede de mulheres de comunidades extrativistas e pesqueiras do Sul da Bahia. Revista Interdisciplinar de Gestão Social, 4(3), 151–179.
Fernandes, T. dos S., Lopes, G. S. C., Watanabe, M., Yamaguchi, C. K., & Godoi, C. K. (2016). Dimensões do empoderamento feminino: autonomia ou dependência? Revista Alcance, 23, 391–413. Recuperado de http://www.redalyc.org/jatsRepo/4777/477749667008/477749667008.pdf
Figueiredo, L. (2007). Mulheres nas Minas Gerais. In Priori, Mary Del (org.) História das mulheres no Brasil (pp. 141–188).
Gaskell, G. (2003). Entrevistas individuais e grupais. In Bauer, M.W.; Gaskell, G. (ed.) Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático (pp. 68–83). Petrópolis, RJ: Vozes.
Gil, A. C. (2008). Métodos e Técnicas de Pesquisa Social (6th ed.). São Paulo: Atlas. Recuperado de https://ayanrafael.files.wordpress.com/2011/08/gil-a-c-mc3a9todos-e- tc3a9cnicas-de-pesquisa-social.pdf
Global Entrepreneurship Monitor. (2024). Women's entrepreneurship report 2023/24. Global Entrepreneurship Research Association. Recuperado de file:///C:/Users/neto2/OneDrive/Desktop/gem-2023-24-we-report-051224-final-1733396518.pdf
Godoy, A. S. (1995). Introdução à pesquisa qualitativa e suas possibilidades. Revista de Administração de Empresas, 35(2), 57–63. Recuperado de https://doi.org/10.1590/S0034- 75901995000200008
Guiraldelli, R. (2012). Adeus à divisão sexual do trabalho? desigualdade de gênero na cadeia produtiva da confecção. Sociedade e Estado, 27(3), 709–732. Recuperado de https://doi.org/10.1590/S0102-69922012000300014
IDENE/SUDENE. (2013). PESI - NNE - Plano estratégico de integração do Norte e Nordeste de Minas Gerais. Belo Horizonte.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Brasil em Síntese. Rio de Janeiro: IBGE, 2018. Recuperado de https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/taiobeiras/panorama
Jonathan, E. G. (2011). Mulheres empreendedoras: o desafio da escolha do empreendedorismo e o exercício do poder. Psicologia Clínica, 23, 65-85. Recuperado de https://www.scielo.br/j/pc/a/YcSysGmpDJmG4TDjscwFhpN/abstract/?lang=pt
Kraiser, M., & Mota-Santos, C. M. (2021). O trabalho dentro da casa ou a casa dentro do trabalho? Um estudo com mulheres (trabalhadoras em domicílio e empreendedoras) do setor de lingerie em Minas Gerais. Revista de Gestão e Secretariado, 12(1), 205-230. Recuperado de https://ojs.revistagesec.org.br/secretariado/article/view/1138
Kogut, C. S., & Mejri, K. (2022). Female entrepreneurship in emerging markets: challenges of running a business in turbulent contexts and times. International Journal of Gender and Entrepreneurship, 14(1), 95-116. Recuperado de https://doi.org/10.1108/IJGE-03-2021-0052
Leite, M. de P. (2004). Tecendo a precarização: trabalho a domicílio e estratégias sindicais na indústria de confecção em São Paulo, 2(1), 239–265. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/tes/v2n1/05.pdf
Machado, H. V. (2002). Identidade empreendedora de mulheres no Paraná. Universidade Federal de Santa Catarina. Recuperado de https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/84447/183290.pdf?sequence= 1&isAllowed=y
Machado, H. V. (2003). A identidade e o contexto organizacional: perspectivas de análise. RAC - Revista de Administração Contemporânea, 7(spe), 51–73. Recuperado de https://doi.org/10.1590/S1415-65552003000500004
Marconi, M. de A., & Lakatos, E. M. (2003). Fundamentos de Metodologia Científica. São Paulo: Atlas. Recuperado de https://docente.ifrn.edu.br/olivianeta/disciplinas/copy_of_historia-i/historia-ii/china-e-india
Mastroianni, F. (2024). Women Entrepreneurship—Characteristics and Challenges. Business Review, 23(1), 9-16. Recuperado de https://doi.org/10.17265/1537-1514/2024.01.002
Minini, R. M., & Ferraz, D. L. da S. (2015). A identidade de enfermeiros supervisores em um hospital público de Belo Horizonte. Revista Gestão e Conexões, 4(1), 165-186. Recuperado de https://doi.org/10.13071/regec.2317-5087.2015.4.1.8402.165-186
Mota-Santos, C. M., Carvalho Neto, A. M., Caeiro, M., Versiani, F., & Martins, M. G. (2016). As mulheres estão quebrando as três paredes de vidro? Um estudo com empreendedoras mineiras. E&G Economia e Gestão, 16 (45), 126-149. Recuperado de https://periodicos.pucminas.br/economiaegestao/article/view/P.1984-6606.2016v16n45p126
Nazario, L. S., & Lobo, E. A. (2024). Motivações ao empreendedorismo feminino na área da beleza e estética. Destarte, 13(1), 110-137. Recuperado de http://periodicos.estacio.br/index.php/destarte
Neves, M. de A., & Pedrosa, C. M. (2007). Gênero, flexibilidade e precarização: o trabalho a domicílio na indústria de confecções. Sociedade e Estado, 22(1), 11–34. Recuperado de http://www.scielo.br/pdf/se/v22n1/v22n1a02.pdf
Ogundana, O. M., Simba, A., Dana, L. P., & Liguori, E. (2021). Women entrepreneurship in developing economies: A gender-based growth model. Journal of Small Business Management, 59(sup1), S42-S72, 542-572. Recuperado de https://doi.org/10.1080/00472778.2021.1938098
Pergelova, A., & Mandakovic, V. (2024). The everyday female entrepreneur and the pursuit of emancipation. International Journal of Entrepreneurial Behavior & Research, 30(10), 2731-2755. Recuperado de https://doi.org/10.1108/IJEBR-12-2023-1293
Rago, M. (2007). Trabalho feminino e sexualidade. In Priori, Mary Del (org.) História das mulheres no Brasil (9th ed., pp. 578–606). São Paulo: Contexto.
Ruiz, J. L. (2023). Contexto Histórico e Evolutivo da Inserção da Mulher no Mercado de Trabalho. Management, business and its perspectives, 1(1), 1- 17.
Strawser, J. A., Hechavarría, D. M., & Passerini, K. (2021). Gender and entrepreneurship: Research frameworks, barriers and opportunities for women entrepreneurship worldwide. Journal of Small Business Management, 59(sup1), S1-S15. Recuperado de https://doi.org/10.1080/00472778.2021.1965615
Vergara, S. C. (2005). Métodos de pesquisa em administração. São Paulo: Atlas.
Whetten, D. A. (David A., & Godfrey, P. C. (1998). Identity in organizations: building theory through conversations. Sage Publications. Recuperado de https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=ViE5DQAAQBAJ&oi=fnd&pg=PP1&dq=WHETTEN,+D+%26+GODFREY, +P.+Identity+in+Organizations+London:+Sage,+1998&ots=TnFc_0Gz_K&sig=tK-1U0jUdtQXEiLRi0Yq_Ihuxfk#v=onepage&q&f=false
Yin, R. K. (2010). The Case Study Crisis: Some answers. Administrative Science Quarterly, 26 (1), 58-65. Recuperado de https://www.jstor.org/stable/2392599
Publicado
Edição
Seção
Licença
Os direitos autorais dos originais aprovados serão automaticamente transferidos à Revista, como condição para sua publicação, e para encaminhamentos junto às bases de dados de indexação de periódicos científicos.
Esta cessão passará a valer a partir da submissão do manuscrito, em formulário apropriado, disponível no Sistema Eletrônico de Editoração da Revista.
A revista se reservará o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua e a credibilidade do veículo. Respeitará, no entanto, o estilo de escrever dos(as) autores(as).
Alterações, correções ou sugestões de ordem conceitual serão encaminhadas aos(às) autores(as), quando necessário. Nesses casos, os artigos, depois de adequados, deverão ser submetidos a nova apreciação.
As provas finais serão encaminhadas aos(às) autores(as).
Os trabalhos publicados passarão a ser de propriedade da Revista, ficando sua re-impressão (total ou parcial) sujeita à autorização expressa da Revista. Em todas as citações posteriores, deverá ser consignada a fonte original de publicação: Revista Gestão & Conexões.
A Universidade Federal do Espírito Santo e/ou quaisquer das instâncias editoriais envolvidas com o periódico não se responsabilizarão pelas opiniões, idéias e conceitos emitidos nos textos. As opiniões emitidas pelos(as) autores(as) dos artigos serão de sua exclusiva responsabilidade.
Em todo e qualquer tipo de estudo que envolva situações de relato de caso clínico é fundamental o envio de cópia do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido assinado(s) pelo(s) paciente(s).














