FREQUÊNCIA DE DISTÚRBIOS DO SONO EM TRABALHADORES RURAIS

SLEEP DISORDERS FREQUENCY IN RURAL WORKERS

Autores

  • Milena Nunes Alves de Sousa Faculdades Integradas de Patos, Curso de Bacharelado em Sistemas da Informação. https://orcid.org/0000-0001-8327-9147
  • Cíntia Silva Oliveira Faculdades Integradas de Patos
  • Marcus Winícius Mendes Formiga Faculdades Integradas de Patos
  • Neuza Caroline Suassuna Araújo Faculdades Integradas de Patos

DOI:

https://doi.org/10.47456/bjpe.v7i1.33491

Palavras-chave:

Agricultura. Categorias de Trabalhadores. Distúrbios do sono.

Resumo

Contexto: Os trabalhadores rurais, em sua grande maioria, possuem baixa qualidade de vida, pois trabalham incessantemente por uma remuneração baixíssima ou sofrem com a instabilidade do desemprego devido à sazonalidade da atividade. Objetivo: Analisar, a partir de uma revisão sistemática da literatura, a frequência de distúrbios do sono em trabalhadores rurais. Métodos: Revisão sistemática realizada na Medical Literature and Retrivial System Online (PUBMED), The Scientific Electronic Library Online (SCIELO) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), com publicações entre os anos de 2010 a 2020, em português e inglês; já na base de dados Science Direct (SD) foram selecionados artigos de pesquisa dos últimos cinco anos, de 2015 a 2020; ambos levaram em consideração a avaliação dos distúrbios do sono em trabalhadores rurais. A partir da pergunta norteadora, procedeu-se a seleção do material a partir das combinações dos descritores: "Rural workers" OR farmers AND "sleep disorders" – empregados no PUBMED e no SD – e "Trabalhadores rurais" OR agricultores AND "distúrbios do sono" – aplicados no SCIELO e na BVS. Após a identificação inicial dos artigos, foi realizada leitura aos pares e seleção conforme de critérios de elegibilidade. Resultados: Foram selecionados oito artigos. A maioria dos estudos foi Estudo de Coorte. É muito comum trabalhadores rurais apresentarem distúrbios do sono, bem como ansiedade e depressão, principalmente aqueles que não possuem um trabalho fixo, dependendo das colheitas. Conclusão: O desenvolvimento de distúrbios do sono em trabalhadores rurais tem causa multifatorial e é determinante para outros agravos, necessitando de intervenções o campo da saúde do trabalhador

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Biografia do Autor

Milena Nunes Alves de Sousa, Faculdades Integradas de Patos, Curso de Bacharelado em Sistemas da Informação.

Graduada em Turismo pela Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas (2004), graduada em Administração pela Universidade Estadual da Paraíba (2007), graduada em Enfermagem pela Faculdade de Campina Grande (2008), mestre em Ciências da Saúde pela Universidade Cruzeiro do Sul (2009), doutora em Promoção de Saúde pela Universidade de Franca (2014), pós-doutora em Promoção de Saúde pela Universidade de Franca (2016) e pós-doutora em Sistemas Agroindustriais pela Universidade Federal de Campina Grande (2018). Atualmente é professora no Centro Universitário de Patos (UNIFIP), no regime de dedicação exclusiva. Tem experiência nas áreas de Administração e Saúde, atuando principalmente nos seguintes temas: promoção de saúde, meio ambiente e trabalho, saúde e meio ambiente, envelhecimento e saúde, qualidade de vida, gestão e planejamento em saúde. Atualmente é Pró-Reitora de Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação do UNIFIP, Coordenadora do Eixo Práticas Investigativas em Saúde e do Trabalho de Conclusão de Curso do Curso de Medicina do UNIFIP. É pesquisadora do grupo de pesquisa: Terceira idade: comportamento, gênero e estilo de vida

Marcus Winícius Mendes Formiga, Faculdades Integradas de Patos

Possui ensino-medio-segundo-graupelo Colégio Motiva Ambiental(2016).

Neuza Caroline Suassuna Araújo, Faculdades Integradas de Patos

GRADUANDA EM MEDICINA PELAS FACULDADES INTEGRADAS DE PATOS

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Publicado

2021-02-08

Como Citar

Sousa, M. N. A. de, Silva Oliveira, C., Formiga, M. W. M., & Araújo, N. C. S. (2021). FREQUÊNCIA DE DISTÚRBIOS DO SONO EM TRABALHADORES RURAIS: SLEEP DISORDERS FREQUENCY IN RURAL WORKERS. Brazilian Journal of Production Engineering - BJPE, 7(1), 31–40. https://doi.org/10.47456/bjpe.v7i1.33491