"When in Rio":

questões midiáticas de foliões cariocas

Autores

Palavras-chave:

carnaval; comunicação e cidade; megaeventos

Resumo

A relação entre o carnaval de rua do Rio de Janeiro e o poder público passou por significativas mudanças nos últimos anos. Se entre as novas regras, há maior rigor para a execução dos cortejos, há também mais criatividade de foliões para driblar decretos oficiais e colocar o “bloco na rua”. Este artigo traz uma análise de territórios midiáticos alternativos que participantes encontram para divulgar e integrar o megaevento. Serão analisadas experiências dos chamados blocos não oficiais e mensagens do grupo de Telegram “When in Rio”. 

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Biografia do Autor

Luiza Cunha Barata, Universidade Federal Fluminense

Mestre em Mídia e Cotidiano pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolveu, durante o mestrado, projeto sobre impactos do megaevento olímpico para grupos favelados, com foco no Morro da Providência, intitulado “A busca por territórios midiáticos depois das remoções: perspectivas de moradores da Providência sobre a Cidade Olímpica”. Acompanhou por aproximadamente dois anos (2016-2018) usos de mídia de moradores da região por meio da pesquisa etnografia. É jornalista com formação pela mesma universidade.

Francisco Lemos dos Santos Alves Gonzaga, PPGCom-UERJ

Mestrando pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). É formado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com a monografia "Carnaval de Rua do Rio: Controle do Estado e Espontaneidade da Festa".

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Publicado

2020-08-15

Como Citar

Barata, L. C., & Gonzaga, F. L. dos S. A. (2020). &quot;When in Rio&quot;:: questões midiáticas de foliões cariocas. Revista Do Colóquio, (18), 53–75. Recuperado de https://periodicos.ufes.br/colartes/article/view/31969