Historiografia e ficção em O homem duplicado: o eu, o outro e o mesmo

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.47456/jtq5hj36

Palabras clave:

José Saramago, Historiografia, Ficção, O homem duplicado

Resumen

Desde os romances de consolidação, os limites entre História e ficção são tensionados na obra de José Saramago. Este trabalho visa analisar como essa tensão se manifesta em O homem duplicado, de 2002, um dos romances do segundo ciclo da escrita do autor. Para alcançar esse objetivo, será considerada a fortuna crítica que examina as fases da obra de Saramago, como o panorama proposto por Ana Paula Arnaut. Além disso, a fim de embasar a discussão sobre o embate entre História e ficção, serão utilizadas as contribuições de Paul Ricoeur, Michel de Certeau e Paul Veyne, cujas teorias fundamentarão a análise do romance sob a ótica das interações e das intersecções entre narrativa histórica e ficcional. Observar-se-á, assim, como a abordagem desses elementos se metamorfoseia entre o primeiro e o segundo ciclo da escrita do autor, além de como essa modificação influencia a fase de escrita posterior.

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Publicado

12-12-2025

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