Filósofos e filósofos alegoristas na Grécia Antiga
DOI:
https://doi.org/10.29327/rom.v26i.47669Palabras clave:
Alegoria, Alegorese, Mito, FilosofiaResumen
Neste artigo, proponho investigar a noção de alegoria como um mecanismo de mediação entre a filosofia e as narrativas míticas. A alegoria dos gregos, também conhecida na historiografia como a “alegoria dos poetas”, foi um fenômeno interpretativo que buscou preservar o valor explicativo dos mitos e a moralidade expressa pelos poetas, elaborando um sentido oculto na trama narrativa. Assim, entre mito e filosofia emerge a alegoria, ou melhor, a alegorese, um modo interpretativo que, além de defender as tradições poéticas, recoloca a riqueza doutrinal dos mitos. Ao fim e ao cabo, a interpretação alegórica, a alegorese, acrescentou complexidade a um mundo que questionava o valor cognitivo e paidêutico da poesia. Desse modo, sustento que a querela entre mito e filosofia, bem como entre poetas e filósofos, pode ser melhor compreendida com a inserção dos chamados filósofos alegoristas.
Descargas
Referencias
Documentação textual
ARISTÓTELES. Metafísica. Tradução de Giovane Reale. São Paulo: Loyola, 2002.
ARISTOTLE. Metaphysics. Edited with an introduction and commentary by W. D. Ross. Oxford: Clarendon Press, 1924.
DIÓGENES LAÉRCIO. Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres. Tradução de Mário da Gama Kury. Brasília: UNB, 2008.
DIOGENES LAERTIUS. Lives of eminent Philosophers. Translated by R. D. Hicks. Cambridge: Harvard University Press, 1925.
HESIOD. Theogony; Works and days; testimonia. Translated by Glenn W. Most. Cambridge: Harvard University Press, 2006.
HESÍODO. Teogonia. Tradução de J. A. A. Torrano. São Paulo: Iluminuras, 1995.
HOMERO. Iliad. Translated by A. T. Murray and William F. Wyatt. Cambridge: Harvard University Press, 1978.
HOMERO. Ilíada. Tradução de Frederico Lourenço. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
HOMERO. Odisseia. Tradução de Christian Werner. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
HOMERO. Odyssey. Translated by A. T. Murray and George E. Dimock. Cambridge: Harvard University Press, 1995.
PORPHYRII. Quaestionum Homericarum ad Iliadem Pertinentium. Edidit Hermannus Schrader. Lipsiae: Aedibus B. G. Teubneri, 1880.
Obras de apoio
BRANDÃO, B. L. Homero filósofo em Máximo de Tiro. In: BARACAT JÚNIOR, J. C.; SILVA, M. A. O. (org.). A escrita grega no Império Romano: recepção e transmissão. Porto Alegre: UFRGS, 2020, p. 199-216.
BRANDÃO, J. L. As musas ensinam a mentir (Hesíodo, Teogonia, 27-28). Ágora, n. 2, p. 7-20, 2000.
BRISSON, L. Introdução à filosofia do mito. São Paulo: Paulus, 2014.
DÍAZ LAVADO, J. M. Homero y sus alegoristas: de Teágenes a Plutarco. Anuario de Estudios Filológicos, v. 17, p. 73-88, 1994.
HANEY, K. Allegorical time. In: TYMIENIECKA, A. T. (ed.). Allegory revisited: ideal of mankind. Berlin: Springer, 1994, p. 79-92.
HERSMAN, A. B. Studies in Greek allegorical interpretation. Chicago: The Blue Sky, 1906.
LERNER, G. A criação do patriarcado: história da opressão das mulheres pelos homens. São Paulo: Cultrix, 2019.
MORGAN, K. Myth and Philosophy from the Presocratics to Plato. Cambridge: Cambridge University Press, 2000.
NADDAF, G. Allegory and the origins of Philosophy. In: WIANS, W. (ed.). Logos and muthos: philosophical essays in Greek literature. Albany: State University of New York, 2009, p. 99-132.
OBBINK, D. Early Greek allegory. In: COPELAND, R.; STRUCK, P. T. (ed.). The Cambridge companion to Allegory. Cambridge: Cambridge University Press, 2010, p. 15-25.
OLIVEIRA, L. Notas sobre a exegese de mitos em Plutarco. Organon, v. 24, n. 49, p. 155-167, 2010.
RAMALHO, Z. A peleja do diabo com o dono do céu. In: RAMALHO, Z. Zé Ramalho 2. São Paulo: CBS, 1979. 1 disco de vinil (LP) (duração: 4’26”).
RODRÍGUEZ, R. E. El proceso de alegorización en Walter Benjamín: límites y potencialidades. Eikasía, n. 56, p. 53-73, 2014.
SPINELLI, M. Platão e alguns mitos que lhe atribuímos. Trans/Form/Ação, v. 30, n. 1, p. 191-204, 2007.
THOMAS, R. Letramento e oralidade na Grécia Antiga. São Paulo: Odysseus, 2005.
WDOWIAK, M. Allegorical interpretation and place of myth in Plato: status quaestionis. Classica Cracoviensia, v. XX, p. 213-226, 2017.
WHITMAN, J. Interpretation and allegory: antiquity to the modern period. Leiden: Brill, 2000.
WIND, E. Los misterios paganos del Renacimiento. Barcelona: Barral, 1972.
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2025 Thiago David Stadler

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
a. Los autores conservan los derechos de autor y otorgan a la revista el derecho de publicar primero.
c. Los autores están autorizados a asumir contratos adicionales por separado, para la distribución no exclusiva de la versión del trabajo publicado en esta revista (por ejemplo, publicación en repositorio institucional o como capítulo de libro), con reconocimiento de autoría y publicación inicial en esta revista.
c. Se permite y se estimula a los autores a publicar y distribuir su trabajo online (por ejemplo, en repositorios institucionales o en su página personal) después de la primera publicación de la revista, con los debidos créditos. Atribución-No Comercial-No Derivadas
d. Los textos de la revista tienen licencia bajo CC BY 4.0 Deed Atribución 4.0 Internacional (CC BY).






















