Filósofos e filósofos alegoristas na Grécia Antiga
Parole chiave:
Alegoria, Alegorese, Mito, FilosofiaAbstract
Neste artigo, proponho investigar a noção de alegoria como um mecanismo de mediação entre a filosofia e as narrativas míticas. A alegoria dos gregos, também conhecida na historiografia como a “alegoria dos poetas”, foi um fenômeno interpretativo que buscou preservar o valor explicativo dos mitos e a moralidade expressa pelos poetas, elaborando um sentido oculto na trama narrativa. Assim, entre mito e filosofia emerge a alegoria, ou melhor, a alegorese, um modo interpretativo que, além de defender as tradições poéticas, recoloca a riqueza doutrinal dos mitos. Ao fim e ao cabo, a interpretação alegórica, a alegorese, acrescentou complexidade a um mundo que questionava o valor cognitivo e paidêutico da poesia. Desse modo, sustento que a querela entre mito e filosofia, bem como entre poetas e filósofos, pode ser melhor compreendida com a inserção dos chamados filósofos alegoristas.
Downloads
Riferimenti bibliografici
Documentação textual
ARISTÓTELES. Metafísica. Tradução de Giovane Reale. São Paulo: Loyola, 2002.
ARISTOTLE. Metaphysics. Edited with an introduction and commentary by W. D. Ross. Oxford: Clarendon Press, 1924.
DIÓGENES LAÉRCIO. Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres. Tradução de Mário da Gama Kury. Brasília: UNB, 2008.
DIOGENES LAERTIUS. Lives of eminent Philosophers. Translated by R. D. Hicks. Cambridge: Harvard University Press, 1925.
HESIOD. Theogony; Works and days; testimonia. Translated by Glenn W. Most. Cambridge: Harvard University Press, 2006.
HESÍODO. Teogonia. Tradução de J. A. A. Torrano. São Paulo: Iluminuras, 1995.
HOMERO. Iliad. Translated by A. T. Murray and William F. Wyatt. Cambridge: Harvard University Press, 1978.
HOMERO. Ilíada. Tradução de Frederico Lourenço. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
HOMERO. Odisseia. Tradução de Christian Werner. São Paulo: Cosac Naify, 2014.
HOMERO. Odyssey. Translated by A. T. Murray and George E. Dimock. Cambridge: Harvard University Press, 1995.
PORPHYRII. Quaestionum Homericarum ad Iliadem Pertinentium. Edidit Hermannus Schrader. Lipsiae: Aedibus B. G. Teubneri, 1880.
Obras de apoio
BRANDÃO, B. L. Homero filósofo em Máximo de Tiro. In: BARACAT JÚNIOR, J. C.; SILVA, M. A. O. (org.). A escrita grega no Império Romano: recepção e transmissão. Porto Alegre: UFRGS, 2020, p. 199-216.
BRANDÃO, J. L. As musas ensinam a mentir (Hesíodo, Teogonia, 27-28). Ágora, n. 2, p. 7-20, 2000.
BRISSON, L. Introdução à filosofia do mito. São Paulo: Paulus, 2014.
DÍAZ LAVADO, J. M. Homero y sus alegoristas: de Teágenes a Plutarco. Anuario de Estudios Filológicos, v. 17, p. 73-88, 1994.
HANEY, K. Allegorical time. In: TYMIENIECKA, A. T. (ed.). Allegory revisited: ideal of mankind. Berlin: Springer, 1994, p. 79-92.
HERSMAN, A. B. Studies in Greek allegorical interpretation. Chicago: The Blue Sky, 1906.
LERNER, G. A criação do patriarcado: história da opressão das mulheres pelos homens. São Paulo: Cultrix, 2019.
MORGAN, K. Myth and Philosophy from the Presocratics to Plato. Cambridge: Cambridge University Press, 2000.
NADDAF, G. Allegory and the origins of Philosophy. In: WIANS, W. (ed.). Logos and muthos: philosophical essays in Greek literature. Albany: State University of New York, 2009, p. 99-132.
OBBINK, D. Early Greek allegory. In: COPELAND, R.; STRUCK, P. T. (ed.). The Cambridge companion to Allegory. Cambridge: Cambridge University Press, 2010, p. 15-25.
OLIVEIRA, L. Notas sobre a exegese de mitos em Plutarco. Organon, v. 24, n. 49, p. 155-167, 2010.
RAMALHO, Z. A peleja do diabo com o dono do céu. In: RAMALHO, Z. Zé Ramalho 2. São Paulo: CBS, 1979. 1 disco de vinil (LP) (duração: 4’26”).
RODRÍGUEZ, R. E. El proceso de alegorización en Walter Benjamín: límites y potencialidades. Eikasía, n. 56, p. 53-73, 2014.
SPINELLI, M. Platão e alguns mitos que lhe atribuímos. Trans/Form/Ação, v. 30, n. 1, p. 191-204, 2007.
THOMAS, R. Letramento e oralidade na Grécia Antiga. São Paulo: Odysseus, 2005.
WDOWIAK, M. Allegorical interpretation and place of myth in Plato: status quaestionis. Classica Cracoviensia, v. XX, p. 213-226, 2017.
WHITMAN, J. Interpretation and allegory: antiquity to the modern period. Leiden: Brill, 2000.
WIND, E. Los misterios paganos del Renacimiento. Barcelona: Barral, 1972.
Dowloads
Pubblicato
Fascicolo
Sezione
Licenza
Copyright (c) 2026 Thiago David Stadler

Questo volume è pubblicato con la licenza Creative Commons Attribuzione 4.0 Internazionale.
a. Gli autori mantengono i loro diritti sugli articoli e concedono alla rivista il diritto di prima pubblicazione.
b. Gli autori sono autorizzati a fare accordi complementari per distribuzione non esclusiva della versione del testo uscito nella rivista, e a pubblicare l’articolo in un deposito istituzionale oppure in un libro, sotto forma di capitolo, a patto che sia menzionata la prima pubblicazione in questo periodico.
c. Gli autori sono autorizzati e stimolati a pubblicare e diffondere i loro articoli online, in sito elettronico proprio o in qualsiasi altro, dopo la prima pubblicazione nella rivista, e sempre facendo riferimento a Romanitas.
d. Gli articoli della rivista hanno una licenza CC BY 4.0 Deed Attribuzione 4.0 Internazionale (CC BY).






















