Pandemia, Poesia e Memento Mori: Imagens da tuberculose no poema os doentes de Augusto dos anjos (1900-1920)

Autores

  • Danilo Linard Universidade Federal do Ceará (UFC)

DOI:

https://doi.org/10.47456/e-2021320104

Palavras-chave:

Poesia, Augusto dos Anjos, Tuberculose

Resumo

Nosso trabalho almeja problematizar e discutir os modos através dos quais o poeta paraibano Augusto dos Anjos (1884-1914) representou a tuberculose nos versos de um de seus poemas, intitulado Os Doentes, incluído na primeira edição de seu único livro, Eu, publicado na cidade do Rio de Janeiro em 1912. Através de nossa análise, tentamos compreender os sentidos históricos que seus versos expressam na medida em que elaboram tais representações literárias.

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Biografia do Autor

Danilo Linard, Universidade Federal do Ceará (UFC)

Doutor em História pela Universidade Federal do Ceará (UFC)

Mestre em História pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)

Graduado em História pela Universidade Regional do Cariri (URCA)

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Publicado

20-07-2021

Como Citar

LINARD, D. Pandemia, Poesia e Memento Mori: Imagens da tuberculose no poema os doentes de Augusto dos anjos (1900-1920) . Revista Ágora, [S. l.], v. 32, n. 1, p. e–2021320104, 2021. DOI: 10.47456/e-2021320104. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/34159. Acesso em: 3 dez. 2022.

Edição

Seção

Doenças e práticas de cura na História brasileira