As múltiplas faces da linguagem política liberal no processo de construção da autonomia política da América Portuguesa (1821)

Autores

  • Jorge Vinícius Monteiro Vianna Secretaria de Estado de Educação do Espírito Santo

DOI:

https://doi.org/10.47456/e-2022330107

Palavras-chave:

Independência do Brasil, Linguagens Políticas, Imprensa

Resumo

As notícias advindas do Porto e de Lisboa nos meses finais de 1820 modificaram decisivamente toda a vida política da América portuguesa. Nesse contexto, formou-se nos espaços públicos uma densa rede de impressos fundamentada em linguagens políticas liberais. Por meio da perspectiva metodológica Collinwoodiana, da Escola de Cambridge, o presente artigo realiza uma breve análise de impressos que circularam nas ruas da Corte do Rio de Janeiro e da Bahia, no ano de 1821, demonstrando que a nova realidade constitucional e liberal instituída em terras luso-americanas fez emergir uma divisão da cena pública em duas linguagens políticas, uma, liberal conservadora, defensora dos poderes políticas da família real de Bragança, e, outra, liberal vintista, destinada a subordinar o poder do monarca ao Parlamento a partir da noção de soberania popular.

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Publicado

25-08-2022

Edição

Seção

A Independência e a diversidade de projetos provinciais

Como Citar

As múltiplas faces da linguagem política liberal no processo de construção da autonomia política da América Portuguesa (1821). Revista Ágora, v. 33, n. 1, p. e-2022330107, 25 ago.2022.