Desmonumentalização da ditadura militar
relato de experiência a partir de um intercâmbio nos centros de memória e campos de concentração da Alemanha e Polônia
DOI:
https://doi.org/10.47456/col.v15i26.50929Palavras-chave:
ditadura militar; memória coletiva; arteResumo
Este texto relata o intercâmbio “Desmonumentalização da Ditadura”, do Coletivo Aparecidos Políticos (Fortaleza, CE), na Alemanha e Polônia. O objetivo foi usar a consolidada memória social europeia sobre o nazismo (incluindo visitas aos campos de concentração de Auschwitz e Dachau) para pensar a luta contra a exaltação da ditadura militar brasileira (1964-1985) e o avanço da extrema-direita atual. A experiência revelou que, mesmo em países com forte “cultura da memória”, o ressurgimento do populismo extremo é uma realidade. Conclui-se que a memória deve ser tratada como uma advertência emergencial contínua contra o ódio e a repetição histórica, como destacava Primo Levi.
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