Between the cloister and the agora: structural tensions and the political potential of university extension in Ancient History in contesting public uses of the past

Authors

  • João Carlos Furlani Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória

DOI:

https://doi.org/10.30712/41887b87

Keywords:

University extension, Teaching Ancient History, Public history, Classical reception, Uses of the past

Abstract

Contemporary Brazilian universities operate under the constitutional principle of the inseparability of teaching, research, and outreach. However, the daily reality of higher education institutions reveals a persistent asymmetry in this three-pronged approach. This article critically examines the peripheral position of university extension in the field of History in Brazil, with specific focus on Ancient History. Drawing on a sociological analysis of the academic field, it argues that the low institutionalization of extension practices does not result merely from operational deficiencies, but from structural factors: a system of academic distinction centered on bibliographic productivity, a disciplinary culture that historically divorced erudition from public mediation, and evaluation mechanisms that penalize extension work. In contrast, the article contends that extension–understood not as dissemination according to the "deficit model," but as dialogical interaction and shared authority–is a condition for social responsibility and epistemological renewal of the discipline. Grounded in the theory of historical consciousness, Public History, and Classical Reception Studies, the work proposes a typology of extension practices and a replicable program design for Ancient History, aimed at contesting public uses of the past and expanding historical literacy in contexts of democratic crisis and political instrumentalization of Antiquity.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

  • João Carlos Furlani, Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória

    -

References

ALMEIDA, F. A. A. Práticas extensionistas no Laboratório de História: saberes culturais e aprendizagem. Multitemas, n. 41, p. 7-17, 2012.

ALMEIDA, J. R.; RODRIGUES, R. R. (org.). História Pública em Movimento. São Paulo: Letra e Voz, 2021.

AMORIM, E. O. Ensino de História: como a extensão universitária potencializa a formação profissional. Revista História Hoje, v. 6, n. 12, p. 172-190, 2017.

ASSIS, A. A. A teoria da história de Jörn Rüsen: uma introdução. Goiânia: Ed. UFG, 2010.

BARROS, J. D’A. História digital: a historiografia diante dos recursos e demandas de um novo tempo. São Paulo: Editora Vozes, 2022.

BOSHER, K. et al. (ed.). Oxford Handbook of Greek Drama in the Americas. Oxford: Oxford University Press, 2015.

BOURDIEU, P. Os usos sociais da ciência: por uma sociologia clínica do campo científico. Tradução de Denice Barbara Catani. São Paulo: Ed. UNESP, 2004.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº 7, de 18 de dezembro de 2018. Estabelece as Diretrizes para a Extensão na Educação Superior Brasileira. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 19 dez. 2018.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, 1988.

BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 26 jun. 2014.

BRIDGES, E. Public engagement with Classics research in the UK: a survey. Council of University Classical Departments Bulletin, v. 48, p. 1-25, 2019.

CAIMI, F. E. Geração Homo zappiens na escola: os novos suportes de informação e a aprendizagem histórica. In: MAGALHÃES, M.; ROCHA, H.; RIBEIRO, J. F.; CIAMBARELLA, A. (org.). O ensino de história em questão: cultura histórica, usos do passado. Rio de Janeiro: FGV, 2015.

CERRI, L. F. Didática da História: uma leitura teórica sobre a História na prática. Revista de História Regional, v. 15, n. 2, p. 264-278, 2010.

CERTEAU, M. de. A escrita da História. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1982.

CLASSICS FOR ALL. Impact Report 2024. London: Classics for All, 2024.

COELHO, G. C. Revistas acadêmicas de extensão universitária no Brasil. Revista Brasileira de Extensão Universitária, v. 5, n. 2, p. 69-75, 2014.

COSTA, A. L. A extensão na formação de profissionais de história. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 30, n. 60, p. 35-53, 2010.

CUNHA, M. D. R.; SUBTIL, B. M.; POLIDORO, F. C. Educação popular e consciência histórica: a crítica ao eurocentrismo como estratégia de ensino no ambiente escolar capixaba. Revista Maracanan, n. 39, p. 1-32, 2025.

FERREIRA DA SILVA, D. A História Pública e seus quatro pilares em perspectivas aos novos historiadores: combates e narrativas sobre o profissionalismo e a prática de se fazer história. Faces da História, v. 11, n. 2, p. 241-260, 2024.

FERREIRA, R. O cinema na história pública: balanço do cenário brasileiro (2011-2015). In: GOBBI, M. C.; KERBAUY, M. (org.). Televisão Digital: informação e conhecimento. São Paulo: Editora UNESP; Cultura Acadêmica, 2010.

FREIRE, P. Extensão ou comunicação? Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971.

FRISCH, M. A história pública não é uma via de mão única. In: MAUAD, A. M.; ALMEIDA, J. R.; SANTHIAGO, R. (org.). História pública no Brasil: sentidos e itinerários. São Paulo: Letra e Voz, 2016. p. 57-69.

FRONZA, M. Consciência histórica, consciência moral em relação com a natureza para uma didática humanista da História em Jörn Rüsen. MÉTIS – história & cultura, v. 19, n. 38, p. 81-97, 2020.

GOULART, R. S. Questões e caminhos para uma história pública no Brasil. Esboços, v. 27, n. 45, p. 338-345, 2020.

GRANADO, H. R.; FRANÇA, C. S. (org.). Quando o passado grita e a História chama: a História Pública em foco. São Paulo: Pedro & João Editores, 2025.

HARDWICK, L. Reception studies. Oxford: Oxford University Press, 2003.

HARTOG, F. Regimes de historicidade: presentismo e experiências do tempo. Belo Horizonte: Autêntica, 2013.

IMPERATORE, S. L. B.; PEDDE, V.; IMPERATORE, J. L. R. Curricularizar a extensão ou extensionalizar o currículo? aportes teóricos e práticas de integração curricular da extensão ante a estratégia 12.7 do PNE. In: Colóquio Internacional de Gestão Universitária – CIGU, 15., 2015. Anais... Florianópolis: UFSC, 2015.

JEZINE, E. M. Multiversidade e Extensão Universitária. Participação, v. 5, n. 10, p. 13-21, 2001.

KOGLIN, T. S. S.; KOGLIN, J. C. O. A Importância da Extensão nas Universidades Brasileiras e a Transição do Reconhecimento ao Descaso. Revista Brasileira de Extensão Universitária, v. 10, n. 2, p. 71-78, 2019.

KORMIKIARI, M. C. et al. Ancient history, the Brazilian way. Pesquisa FAPESP, v. 171, 2010.

LAIRD, A.; MILLER, N. (ed.). Antiquities and Classical Traditions in Latin America. Oxford: Wiley-Blackwell, 2018.

LOPES, L. C. Cavalos que choram: cantos XVI e XVII da Ilíada e(m) registros de João Guimarães Rosa. Nuntius Antiquus, v. 15, n. 2, p. 103-122, 2019.

MALERBA, J. Os historiadores e seus públicos: desafios ao conhecimento histórico na era digital. Revista Brasileira de História, v. 37, p. 135-154, 2017.

MARTINDALE, C. Introduction: Thinking Through Reception. In: MARTINDALE, C.; THOMAS, R. F. (ed.). Classics and the Uses of Reception. Malden: Blackwell, 2006, p. 1-13.

MARTINDALE, C. Redeeming the text: Latin poetry and the hermeneutics of reception. Cambridge: Cambridge University Press, 1993.

MAUAD, A. M.; ALMEIDA, J. R. de; SANTHIAGO, R. (org.). História pública no Brasil: sentidos e itinerários. São Paulo: Letra e Voz, 2016.

MOERBECK, G. G. Em defesa do ensino da História Antiga nas escolas contemporâneas: Base Nacional Curricular Comum, usos do passado e pedagogia decolonial. Brathair, v. 1, n. 21, p. 50-91, 2021.

MONTEIRO, A. M. Professores de História: entre saberes e práticas. Rio de Janeiro: Mauad X, 2009.

MORAIS, M. R.; SADDI, R. A teoria da história de Jörn Rüsen no Brasil e seus principais comentadores. Revista História Hoje, v. 4, n. 8, p. 224-246, 2015.

MORALES, F. Os limites de Global Classics. Fronteiras: Revista Catarinense de História, n. 40, p. 240-249, 2022.

MORLEY, N. Classics and the Modern World. Oxford: Oxford University Press, 2009.

NIKOLOUTSOS, K.; GONÇALVES, R. T. Classical tradition in Brazil: translation, rewriting, and reception. Caletroscópio, v. 6, n. 1, p. 11-20, 2018.

PAPATHANASOPOULOU, N. Ancient Worlds, Modern Communities: Making Personal Experiences Part of the Study of the Ancient World. Society for Classical Studies, 9 apr. 2020.

PAPPA, E. Tropicalismo in classics. Contemporary Brazilian approaches to the value of classical antiquity in research and education. Journal of Critical Education Policy Studies, v. 18, n. 2, p. 358-408, 2020.

REIS, A. S. C.; SILVA, J. P. Consciência histórica e representações sociais: um estudo acerca das percepções de jovens estudantes sobre o Brasil. Educação e Pesquisa, v. 47, e226702, 2021.

ROSENSTONE, R. A. A história nos filmes, os filmes na história. São Paulo: Paz e Terra, 2010.

ROVAI, M. Publicizar sem simplificar: o historiador como mediador ético. In: ALMEIDA, J. R.; MENESES, S. (org.). História Pública em debate: patrimônio, educação e mediações do passado. São Paulo: Letra e Voz, 2018.

RÜSEN, J. Jörn Rüsen e o ensino de História. Organizado por Maria Auxiliadora Schmidt, Isabel Barca e Estevão de Rezende Martins. Curitiba: Ed. UFPR, 2010.

RÜSEN, J. Razão histórica: teoria da História: os fundamentos da ciência histórica. Brasília: Ed. UnB, 2001.

RÜSEN, Jörn. El libro de texto ideal: reflexiones en torno a los medios para guiar les clases de historia. Revista Nuevas Fronteras de la Historia, año IV, n. 12, p. 79-93, 1997.

SANO, L. Recepção clássica no Brasil: entre o local, o universal e o global. Nuntius Antiquus, v. 20, n. 1, p. 1-35, 2024.

SANTHIAGO, R. Duas palavras, muitos significados: alguns comentários sobre a história pública no Brasil. In: MAUAD, A. M.; ALMEIDA, J. R.; SANTHIAGO, R. (org.). História pública no Brasil: sentidos e itinerários. São Paulo: Letra e Voz, 2016, p. 23-35.

SILVA, E. P.; GRIPA, S.; SANTOS, J. D. S. Extensão universitária: análise histórica a partir da legislação educacional. Ponto de Vista Jurídico, v. 11, n. 2, p. 162-169, 2022.

SILVA, G. J. Historicidade, memória e escrita da História: Augusto e o ’culto della romanità’ durante o ’ventennio’ fascista. Romanitas - Revista de Estudos Grecolatinos, n. 12, p. 142-163, 2018.

UNIVERSITY OF WARWICK. Public Engagement in Classics. Coventry: University of Warwick, 2021.

WINKLER, M. M. (org.). Classical myth and culture in the cinema. Oxford: Oxford University Press, 2001.

ZUCKERBERG, D. Not All Dead White Men: Classics and Misogyny in the Digital Age. Cambridge: Harvard University Press, 2018.

Published

31-12-2025

Issue

Section

Artigos

How to Cite

FURLANI, João Carlos. Between the cloister and the agora: structural tensions and the political potential of university extension in Ancient History in contesting public uses of the past. Guará Journal, [S. l.], v. 1, n. 19, p. e51721, 2025. DOI: 10.30712/41887b87. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/guara/article/view/51721. Acesso em: 9 mar. 2026.

Similar Articles

1-10 of 193

You may also start an advanced similarity search for this article.