A produção e a exportação de couros atanados na Capitania do Maranhão no período da Companhia Geral de comércio do Grão-Pará e Maranhão (1750-1779)
DOI:
https://doi.org/10.47456/20253643Palavras-chave:
Exportação; couros atanados; Companhia Geral de Comércio.Resumo
Neste artigo, buscamos compreender, a partir do diálogo entre História e Economia, em que medida as reformas adotadas durante o reinado de D. José I teriam afetado a produção e a exportação de couro como um dos principais produtos enviados nos navios embarcados no porto de São Luís para Lisboa durante o funcionamento da Companhia Geral do Grão-Pará e Maranhão (1755-1779). As principais intervenções adotadas, como o aumento no número de fábricas, embarcações e de negociantes envolvidos, embora começassem a surtir efeito na década de 1760, só garantiram uma regularidade nas exportações de forma mais efetiva somente a partir da década de 1770. Além disso, houve oscilações na quantidade exportada e nos valores em réis obtidos com as vendas. Contudo, é inegável que a política econômica adotada pelas autoridades régias teria incentivado a produção dos couros, principalmente dos atanados, tornando-se o terceiro produto mais exportado pelo Maranhão, ao lado do arroz e do algodão durante o período.
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