Contribuições do projeto PilatesAR para o tratamento da dor musculoesquelética durante a pandemia do covid-19
DOI:
https://doi.org/10.30712/guara.v1i19.38390Palavras-chave:
Pilates, Dor musculoesquelética, Teleatendimento, COVID-19Resumo
Este artigo relata as contribuições do projeto PilatesAR, durante a pandemia da COVID-19, para o tratamento da dor musculoesquelética de mulheres através do atendimento remoto de Pilates. O projeto, que é realizado desde 2018 presencialmente, adaptou seus atendimentos para o formato remoto com o início da pandemia da COVID-19 e a suspensão das atividades presenciais na UFES. Nesse período, foram selecionadas pacientes com Artrite Reumatóide (AR) que já participavam dos atendimentos presenciais e outras pacientes, que foram convidadas através das redes sociais, para avaliação por vídeo chamada. O protocolo de Pilates foi dividido em exercícios na posição em pé e sentada. Os atendimentos ocorreram em grupo através do Google Meet, com um estudante demonstrando os exercícios, e os outros monitorando a execução destes pelas pacientes. De setembro de 2020 a outubro de 2021 foram atendidas 162 pacientes, mas 35 desistiram antes do término do protocolo. Foram encontradas dificuldades com os equipamentos (celular e internet), o ambiente da paciente (cadeira, luminosidade e espaço inadequados) e com a compreensão dos exercícios. A facilidade de acesso à sessão remota oportunizou a prática de Pilates com redução do risco de contaminação pela COVID-19. O atendimento remoto proporcionou a manutenção do cuidado em saúde superando as barreiras impostas pelo isolamento social.
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