Uma vocação científico filosófica? Educação, construção do campo intelectual e a rotinização do sagrado como forma de estruturação da umbanda a partir dos anos 40

Autores

  • JOANA Bahia PPGHS-UERJ
  • Farlen de Jesus Nogueira UERJ
  • Camilla Fogaça Aguiar FFP- UERJ

DOI:

https://doi.org/10.47456/20253619

Palavras-chave:

Umbanda; Codificação; Educação.

Resumo

O presente trabalho analisa como diferentes projetos federativos tentaram ao longo do século XX elevar a umbanda a categoria de religião. Como fontes utilizamos matérias de jornais referentes a história da umbanda e as Atas do Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda.  Ao final, pretendemos demonstrar baseados em Ortiz (1991) e Camargo (1961) como a educação era um valor fundamental para os diferentes segmentos da umbanda, o que pode ser comprovado pela fundação de editoras umbandista, organização de congressos e pela vasta publicação de livros de umbanda na segunda metade do século XX.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Biografia do Autor

  • JOANA Bahia, PPGHS-UERJ

    Professora titular de Sociologia e Antropologia e Procientista do Programa de Pós-Graduação e História Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)

  • Farlen de Jesus Nogueira, UERJ

    Doutorando e Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História Social da UERJ-FFP. Bolsista FAPERJ.

  • Camilla Fogaça Aguiar, FFP- UERJ

    Doutora em História pelo Programa de Pós-Graduação em História Social  da UERJ. 

Referências

Fontes

FEDERAÇÃO ESPÍRITA DE UMBANDA. Atas do Primeiro Congresso Brasileiro do Espiritismo de Umbanda. Rio de Janeiro: Jornal do Commércio, 1942.

BIBLIOTECA NACIONAL, Jornal de Umbanda (1954-1960).

Obras gerais

ARAÚJO, Claudete Ribeiro. "Sou fundadora dessa cidade": identidade, resistência e empoderamento feminino na Umbanda goianiense. Orientador: Eduardo Gusmão de Quadros. 2020. 468 f. Tese (Doutorado em Ciências da Religião) - Pontifícia Universidade Católica de Goias, Goiânia, 2020.

BAHIA, Joana e NOGUEIRA, Farlen. Umbandista. vota em umbandista: disputas entre umbandistas e católicos no campo religioso brasileiro (1950-1962). Revista Brasileira de História das Religiões. ANPUH, Ano XV, n. 45, Janeiro/Abril 2023.

BAHIA, Joana. O Rio de Iemanjá. Um olhar sobre a cidade e a devoção. Rio de Janeiro: Telha, 2023.

BAHIA, Joana. O Rio de Iemanjá: uma cidade e seus rituais. Revista Brasileira de História das Religiões. Universidade Estadual de Maringá, vol. 10, nº 28, maio/setembro, 2017.

BARROS, Valquiria. O protagonismo da Tenda Mirim no Processo de Consolidação da Umbanda Branca no Rio de Janeiro. Trabalho de conclusão de curso apresentado ao curso de Bacharelado em Ciências Sociais, 2023.

BASTIDE, Roger. As Religiões Africanas no Brasil. São Paulo: EDUSP, 1971.

BIRMAN, Patrícia. Registrado em cartório, com firma reconhecida: a mediação política das federações de umbanda. Cadernos do Iser, Rio de Janeiro: Marco Zero, p. 8-121, 1985

BROWN, Diana. Uma história da umbanda no Rio. Cadernos do Iser, Rio de Janeiro: Marco Zero, n. 18, p. 9-42, 1985.

CAPELLI, Carolina. (2017). Entre a lousa e o altar: a inserção da Magia Divina de Rubens Saraceni nos terreiros de umbanda no estado de São Paulo. 2017.

CAMARGO, Cândido Procópio. Kardecismo e Umbanda. São Paulo: Pioneira, 1961.

CAMURÇA, Marcelo Ayres. A questão da laicidade no Brasil mosaico de configurações

e arena de controvérsias. Horizonte: Belo Horizonte, v.15, n.47, p.855-886 jul./set., 2017.

CAVALCANTI, Maria Laura Viveiros de Castro. Origens, pra que as quero? Questões para uma investigação sobre Umbanda. Grupo de Trabalho: “Sociologia da Cultura Brasileira. ANPOCS, 1985.

DANTAS, Beatriz Góis. Vovõ nagô e papai branco: usos e abusos da África no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1988.

DELGADO, David Dias. Cruzes e encruzilhadas: sincretismo e identidade nos terreiros de umbanda. Dissertação. Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciência da Religião da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 2022.

Georges; LUZ, Marco Aurélio. O segredo da macumba. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1972

GIUMBELLI, Emerson. Zélio de Moraes e as origens da umbanda no Rio de Janeiro. In; Caminhos da Alma. Memória Afro-Brasileira. São Paulo: Selo Negro, 2002, p. 183-217.

HOBSBAWN, Eric; RANGER, Terence (orgs). A Invenção das Tradições. 3. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1997.

ISAIA, Artur Cesar. Ordenar progredindo: a obra dos intelectuais de Umbanda no Brasil da primeira metade do século XX. Anos 90, v. 11, n. 11, p. 97-120, 1999.

______________. Umbanda como projeto de nomeação da realidade brasileira. Revista Brasileira de História das Religiões. ANPUH, ano VII, p. 115-129, 2015.

LEWGOY, Bernardo. Os Espíritos e as Letras: um estudo antropológico sobre cultura escrita e oralidade no espiritismo kardecista. Tese. Programa de Pós-Graduação em Antropologia social. USP, 2000.

LOPES, Nei. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana. São Paulo: Selo Negro, 2004.

MARTINS, Alessandra Ribeiro. O jongo, os bantus e o patrimônio cultural imaterial no Brasil. In: Através das Águas os Bantus na formação do Brasil. Silva, Vagner, Oliveira, Rosenilton da Silva e Neto José Pedro da Silva (orgs.) Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo. 2023.

MONTERO, Paula; SALES, Lilian; TEIXEIRA, Jacqueline Moraes. As relações entre Estado e Religião no Brasil. SILVA, Felipe; Rodriguez, José. R. Rodriguez. (Org.). Manual de Sociologia Jurídica 4 ed. São Paulo: Saraiva, v. 3, p. 301-33.

NEGRÃO, Lísias. Entre a cruz e a encruzilhada: formação do campo umbandista em São Paulo. São Paulo: Edusp, 1996.

NOGUEIRA, Farlen de Jesus. O Tata Ti Inkice da Omolocô: Tancredo da Silva Pinto. Rio de Janeiro: Autografia, 2022.

NOGUEIRA, Farlen. “O papa da umbanda omolocô”: Tancredo da Silva Pinto, clivagens e disputas no campo religioso umbandista do Rio de Janeiro (1950 – 1979). Dissertação (Mestrado em História Social) – Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Faculdade de Formação de Professores, 2020. 170p

ORTIZ, Renato. A morte branca do feiticeiro negro. Umbanda e sociedade brasileira. São Paulo: Brasiliense, 1991.

OLIVEIRA, José Henrique Motta de. A Escrita do Sagrado na Literatura Umbandista: uma análise da obra de Matta e Silva em perspectiva comparada. Tese (Doutorado em História Comparada). Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2017.

PINTO, Tancredo da Silva e FREITAS, Byron Torres. Guia ritual para a organização de terreiros de umbanda. Rio de Janeiro: Editora Eco, 1968

ROHDE, Bruno Faria. Umbanda, uma religião que não nasceu: Breves considerações sobre uma tendência dominante na interpretação do universo umbandista. Revista de Estudos da Religião, 2009, p. 77-96, 2009.

SANTOS, José Antônio. Inventário de si. O Arquivo Dario de Bittencourt (1901-1974), local onde se cruzam biógrafos e biografias de intelectuais negros. ANPUH – XXV SIMPÓSIO NACIONAL DE HISTÓRIA – Fortaleza, 2009.

TRINDADE, Diamantino Fernandes. História da Umbanda no Brasil. Limeira, São Paulo: Editora do Conhecimento, 2014.

WEBER, Max. Os três tipos puros de dominação legitimam In: Weber Sociologia. Gabriel Cohn (org.). São Paulo: Editora Ática, 2003.

Downloads

Publicado

09-03-2026

Edição

Seção

As religiões afro-brasileiras entre o local e o global: ressignificações, adaptações, transnacionalização, resistências e desafios

Como Citar

Uma vocação científico filosófica? Educação, construção do campo intelectual e a rotinização do sagrado como forma de estruturação da umbanda a partir dos anos 40. Revista Ágora, Vitória/ES, v. 36, n. 1 e n. 2, p. e-20253619, 2026. DOI: 10.47456/20253619. Disponível em: https://periodicos.ufes.br/agora/article/view/48108. Acesso em: 11 mar. 2026.

Artigos Semelhantes

11-20 de 61

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.